Dois parlamentares escaparam da cassação dos mandatos em 2020. Apesar de envolvidos em escândalos, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e o senador Chico Rodrigues... Congresso entra em recesso e Flordelis e senador flagrado com dinheiro na cueca não são cassados

Dois parlamentares escaparam da cassação dos mandatos em 2020.

Apesar de envolvidos em escândalos, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) não serão julgados pelos conselhos de Ética da Câmara e do Senado, respectivamente, porque o Congresso entrou em recesso nesta terça-feira (22).

Flordelis é acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo, em julho do ano passado. Por ter foro privilegiado, não foi presa.

A Mesa Diretora da Câmara encaminhou o pedido de cassação do mandato da parlamentar ao Conselho de Ética.

O problema é que o colegiado não se reúne presencialmente desde o início da pandemia e uma disputa entre partidos impede que as sessões sejam realizada por meio remoto.

O senador Chico Rodrigues, que foi vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, integrante da comissão de Ética da Casa, e da comissão mista que fiscaliza as ações do governo federal no combate à pandemia da Covid-19, foi flagrado com dinheiro na cueca em uma operação da Polícia Federal (PF) no dia 14 de outubro.

No dia seguinte, foi afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Rodrigues é acusado pela envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao combate da pandemia em Roraima.

O prejuízo estimado pela PF é de R$ 20 milhões.

Os partidos Cidadania e Rede Sustentabilidade pediram a cassação do mandato do senador por falta de decoro parlamentar ao Conselho de Ética.

No dia 20 de novembro, ele saiu de licença por 121 dias.

O filho de Chico, Pedro Arthur, que é o primeiro suplente, deveria substituir o pai, mas até hoje não foi chamado pelo Senado para ocupar a vaga.

Em nota, a defesa do senador afirmou que as investigações vão provar que ele não cometeu qualquer irregularidade.

Não será surpresa se, na reabertura do Congresso, em fevereiro, Chico Rodrigues reassumir o cargo e, imediatamente, pedir uma nova licença.

Equipe TV Democracia

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