As contas de água da casa que o advogado (SIC) Frederick Wassef decuplicaram a partir de março do ano passado. A descoberta acrescente mais... Conta de água denuncia: Queiroz está na casa de Wassef em Atibaia desde março de 2019

O consumos de água da casa que o advogado (SIC) Frederick Wassef em Atibaia se multiplicou a partir de março do ano passado. A descoberta acrescente mais um indício de que o rábula dos Bolsonaro mente ao negar que o organizador do rachuncho da primeira-família se ocultava lá há bem mais de um ano.

A  curiosidade de Heloísa de Carvalho, filha do guru Olavo de Carvalho e moradora da cidade paulista, foi o fator determinante para que a descoberta de mais este indício de que a chegada de Queiroz, o  organizador do peculato de Flávio Bolsonaro na ALERJ, ocorre há bem mais de um ano. Apesar de estar escondido na casa do advogado do capitão-presidente, nem o advogado, nem seus diletos clientes admite o óbvio: que tinham contato permanente com o miliciano durante todo esse tempo.

Heloísa tentou chamar a atenção de alguns jornalistas e também do Ministério Público para a suspeita que vinha alimentando desde o começo do ano passado. A busca por alguém que pudesse investigar suas suspeitas, no entanto, foi em vão. Até o dia da prisão, curiosamente ninguém se interessou pela informação ou sequer deu crédito a ela.

As mentiras do advogado acerca da presença de Queiroz na residência de Atibaia fizeram com que Heloísa usasse sua sagacidade e os conhecimento adquiridos com a experiência de ex-investigadora da Polícia Civil de São Paulo para demonstrar que sim, Queiroz estava na casa do advogado há muito tempo. Ela conseguiu com a concessionária de água e saneamento de Atibaia os dados do consumo de água da residência. E eles desmentem de maneira cabal não apenas Wassef, mas de todos os envolvidos na trama rocambolesca.

Pelo fac-símile do documento (à direita, clique para ampliar), pode-se notar que o consumo mensal ficou sempre abaixo do mínimo necessário para a cobrança por volume, à exceção dos meses de setembro e outubro. Ainda assim, atingiu apena 11 metros cúbicos, um a mais do que o mínimo que, no caso de Atibaia, é de dez metros cúbicos por mês.

A partir de fevereiro de 2019 o hidrômetro da casa de Wassef começa a registrar um novo perfil de consumo. O extrato da conta registra 14 metros cúbicos em fevereiro e 40 em março do ano passado. A partir de então, o consumo fica entre 20 e 43 metros cúbicos ao mês, denotando um gasto de água muito maior do que nos meses que antecederam a essa mudança no perfil de consumo (observe na conta à esquerda. Clique para ampliar).

Este ano, a média permaneceu no mesmo patamar, oscilando de 21 a 44 metros cúbicos. Alteração que, seguindo o achado de Heloísa, deve recuar ao patamar mínimo por causa da presença apenas do caseiro e sua mulher, que parecem ser espartanos em relação ao uso da água.

 

 

 

 

 

Fabio Pannunzio

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