O corregedor da Câmara recomendou o envio de processo de cassação do mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ) ao Conselho de Ética. O parecer do... Corregedor da Câmara recomenda a cassação de Flordelis ao Conselho de Ética

O corregedor da Câmara recomendou o envio de processo de cassação do mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ) ao Conselho de Ética.

O parecer do deputado Paulo Bengston (PTB-PA) foi entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) nesta quinta-feira (1º).

A parlamentar é acusada de mandar executar o marido, o pastor Valdomiro do Carmo, em junho do ano passado, em Niterói (RJ).

No relatório, Bengston disse que a denúncia contra Flordelis é grave e “revela fatos potencialmente danosos à imagem do Poder Legislativo e dos seus membros” e que as investigações sobre o crime “estão alicerçadas em conjunto probatório vigoroso, coeso, harmônico” que indica a participação dela no caso, sobretudo em atos posteriores à morte da vítima.

Na última semana, o corregedor conversou com a deputada por quase três horas. O depoimento foi no apartamento funcional dela, em Brasília.

“Tivemos ali no depoimento que ela nos fez, fizemos dez perguntas, ela explicou, falou direitinho, mas não trouxe as provas daquilo que falou. Para mim, fica muito difícil não dar continuidade a um processo, já que tem a ausência de provas contrárias a acusação”.

Bengston concluiu o documento dizendo que os fatos descritos na representação do deputado Léo Motta (PSL-MG) e no inquérito policial “constituem indícios suficientes de irregularidades ou de infrações às normas de decoro e ética parlamentar”.

Motta é o autor da representação feita à Corregedoria da Câmara no final de agosto, quando pediu a cassação de Flordelis por quebra de decoro parlamentar.

Para sorte dela, o Conselho de Ética está parado desde março por causa da pandemia e, por falta de acordo entre os líderes da situação e da oposição, a volta aos trabalhos, que poderia acontecer por meio virtual, está suspensa.

Por ter imunidade parlamentar, Flordelis não pode ser presa.

Ela foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por tentativa de homicídio – meses antes da execução, ela tentou matar o pastor botando arsênico na comida, homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa.

Segundo a polícia, o crime foi motivado por dinheiro e disputa de poder.

Apesar de decisão da Justiça, Flordelis não é monitorada por tornozeleira eletrônica há duas semanas.

Ela está proibida de sair de casa das 23h às 6h.

Na defesa apresentada por escrito à Corregedoria, a deputada disse que vai provar a inocência na Justiça e que é alvo de “uma implacável perseguição midiática” por parte da imprensa.

Flordelis afirmou ainda que, se for acusada, “não seria por ações tomadas durante o mandato”.

A parlamentar declarou que não tinha razão alguma para matar o marido. “Quem teria algum benefício patrimonial, ou monetário, com este descenso?”.

Equipe TV Democracia

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