A criação de empregos formais (com carteira assinada) bateu recorde em novembro. Foram 414.556 contratações, o maior número desde o início da série histórica... Criação de empregos com carteira assinada em novembro é a maior em 28 anos

A criação de empregos formais (com carteira assinada) bateu recorde em novembro.

Foram 414.556 contratações, o maior número desde o início da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do ministério da Economia, em 1992.

No mês passado, foram registradas 1.532.189 contratações e 1.117.633 demissões.

Os setores de serviços (179.261) e comércio (179.077) foram os que mais contrataram.

A indústria criou 51.457 novos empregos e a construção civil, 20.724.

A agropecuária perdeu 15.353 postos de trabalho.

A região Sudeste é a que mais gerou empregos formais (215.067) enquanto a região Norte ficou em último lugar, com apenas 16.187.

Novembro foi o quinto mês seguido de geração de novos empregos formais.

Em outubro, foram 394.989 e em novembro de 2019, apenas 99.232 novas vagas.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23).

No acumulado do ano, foram gerados 227.025 postos com carteira assinada, bem menos do que os 948.344 do mesmo período de 2019 e é o pior desde 2016, quando o resultado foi negativo: 858.333 vagas de trabalho foram fechadas.

A retomada dos empregos formais nos últimos cinco meses, quando houve a contratação de 1,49 milhão de trabalhadores, ainda não foi suficiente para recuperar a perda de 1,612 milhão de vagas entre março e junho, período mais afetado pela pandemia do coronavírus.

Mesmo assim, para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a criação de empregos formais, principalmente no comércio e nos serviços em novembro, é sinal de retomada da economia, já que foram os setores mais afetados pela crise sanitária.

“Só o negacionismo pode negar os números, os números estão aí, um ano de criação líquida de empregos em plena pandemia. Eu não imagino que isso possa ter acontecido em qualquer outro país do mundo, pelo menos no mercado formal de trabalho. Seguimos preocupados com os invisíveis (informais) e vamos, aí na frente, cuidar disso também”.

Guedes disse que está otimista com a tendência de expansão econômica em 2021 e agradeceu os brasileiros pela “resiliência e pela fraternidade” durante a pandemia.

O que espero agora é que vocês tenham, se mantenham em boa saúde, celebrem a vida com as famílias e, para o ano que vem, nossa esperança e nosso trabalho vai ser a vacinação em massa pra salvar vidas, garantir um retorno seguro ao trabalho e garantir a retomada do crescimento econômico brasileiro”.

O ministério da Economia gastou R$ 31,3 bilhões dos R$ 34,2 bilhões destinados ao programa de manutenção do emprego (BEM), que possibilitou a suspensão do contrato de trabalho e a redução da jornada de 9,83 milhões de trabalhadores durante a pandemia.

A diferença deverá ser paga em 2021, mas o secretário especial de Previdência e Trabalho do ministério, Bruno Bianco, declarou hoje (23) que o programa poderá não ser prorrogado.

Ele disse que a continuação vai depender de análise do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes.

“Daremos todos subsídios técnicos e estamos avaliando de maneira criteriosa se ainda há necessidade. Se precisaria de uma prorrogação do BEM, tudo isso depende de um orçamento extraordinário. Há restrições orçamentárias, pois estamos restritos ao ano de 2020. Estamos fazendo os estudos, que levaremos ao Guedes e ao presidente da República”, explicou Bianco.

Equipe TV Democracia

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