O prefeito da segunda maior cidade do país está preso. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), o ex-tesoureiro de campanha, Mauro Macedo, o... Crivella é preso no Rio: presidente da Câmara Municipal, Jorge Felippe, assume a prefeitura

O prefeito da segunda maior cidade do país está preso.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), o ex-tesoureiro de campanha, Mauro Macedo, o delegado aposentado e ex-vereador Fernando Moraes e os empresários Rafael Alves, Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos foram presos nesta terça-feira (22), em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Com exceção do delegado aposentado que está com sintomas de Covid-19 e está detido na Polinter, os demais foram levados para a Delegacia Fazendária, na Zona Norte do Rio.

Eles vão passar por uma audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) na tarde de hoje (22), conforme determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-senador e ex-secretário estadual no governo Wilson Witzel (PSC-RJ), Eduardo Lopes (Republicanos-RJ), deverá se apresentar à polícia, em Belém do Pará. Ele também é alvo da operação.

Todos foram denunciados pelo MP-RJ pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e organização criminosa.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Hades, que apura um suposto QG da Propina na prefeitura carioca.

Os mandados de prisão, busca e apreensão foram expedidos pela desembargadora Rosa Helena Macedo Guita.

Crivella havia acabado de acordar e estava de pijamas quando foi preso no condomínio onde mora, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

O prefeito, cujo mandato termina no dia 31 e que escapou de três pedidos de impeachment por corrupção, disse que espera por “justiça”.

“Lutei contra o pedágio ilegal, tirei recursos do carnaval, negociei o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), fui o governo que mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro”.

Como o vice-prefeito, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, o prefeito interino do Rio é o presidente da Câmara Municipal, vereador Jorge Felippe (DEM-RJ).

O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM-RJ), que assume o cargo no dia 1º de janeiro, disse que já entrou em contato com Felippe e que os trabalhos de transição de governo seguirão normalmente.

A Operação Hades começou em 2018, quando o doleiro Sérgio Mizrahy admitiu ser responsável pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso que atuava dentro da prefeitura.

Segundo o doleiro, a organização era liderada pelo empresário Rafael Alves, amigo íntimo de Crivella, sem cargo na prefeitura, mas, que dava até expediente na Cidade das Artes, numa sala ao lado do irmão Marcelo Alves, ex-presidente da Riotur.

Numa ocasião, por celular, Crivella avisou-o de uma operação de busca e apreensão na Riotur.

Mensagens interceptadas mostraram que Rafael era muito influente na prefeitura. Dizia que nomeava quem quisesse para cargos e que escolhia as empresas que seriam contratadas pelo município.

Elas precisavam pagar propina ao empresário para ter acesso facilitado à assinatura de contratos e o pagamento de dívidas.

“Apesar de toda a situação de penúria (dos cofres públicos) que não têm dinheiro nem para o pagamento do décimo terceiro (dos funcionários), muitos pagamentos eram priorizados em razão da propina”, declaro o subprocurador geral do MP-RJ, Ricardo Ribeiro Martins.

De acordo com as investigações, mais de R$ 50 milhões teriam sido arrecadados pela organização criminosa.

Na operação de hoje (22), um dos mandados de apreensão era em Angra dos Reis (RJ), onde Rafael Alves tem uma lancha de 77 pés.

O ex-vereador e ex-delegado da Divisão Antissequestro do Rio, Fernando Moraes, fazia parte do Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), e é citado em trocas de mensagens entre Rafael Alves e o ex-senador Eduardo Lopes.

Apontado pela polícia como responsável pelas falências das universidades Gama Filho e UniverCidade, o pastor evangélico Adenor Gonçalves dos Santos chegou a ser investigado por suspeita de desvio de cerca de R$ 100 milhões.

Equipe TV Democracia

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