Dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, de pelo menos sete ministros, incluindo o da Saúde, general Eduardo Pazuello, de 17 governadores e dos presidentes... Dados pessoais de Bolsonaro e mais de 16 milhões de pessoas ficaram expostos na internet por quase 1 mês

Hospital Albert Einstein (SP)

Dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, de pelo menos sete ministros, incluindo o da Saúde, general Eduardo Pazuello, de 17 governadores e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) vazaram na internet por quase um mês.

Além deles, pacientes com Covid-19 das redes pública e privada também tiveram os dados expostos, porque a notificação de casos suspeitos e confirmados da doença é obrigatória a todos os hospitais.

A denúncia foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (26).

Um funcionário, que já foi demitido do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, teria facilitado o vazamento das informações ao publicar senhas do ministério da Saúde em uma plataforma aberta na internet.

Com as senhas, o usuário teria acesso ao CPF, endereço, telefone e dados de saúde, como doenças pré-existentes de pelo menos 16 milhões de pessoas.

As senhas, que estavam em uma planilha, ficaram públicas após o funcionário ter publicado em um site de compartilhamento de códigos de programação e arquivos, o GitHub.

O site é utilizado por profissionais de tecnologia da informação (TI) também para guardar trabalhos, de forma particular, restrita para alguns colaboradores ou de forma pública.

O funcionário tinha acesso porque trabalhava em um projeto com o ministério da Saúde, mas disse à reportagem que esqueceu de remover o arquivo da página pública.

Em nota, o hospital informou que ele foi demitido “por ter infringido as normas internas adotadas para garantir proteção e segurança de dados” e garantiu que “não houve divulgação de quaisquer dados pelo empregado e que a instituição não tem acesso a eles”.

A entidade afirmou que as informações “foram removidas imediatamente e o fato comunicado ao ministério da Saúde para que fossem tomadas medidas que assegurassem a proteção das referidas informações”.

Também em nota, o ministério da Saúde confirmou que o Einstein estava adotando medidas para “um possível vazamento de arquivos contendo login e senha para acesso das informações” através do Elastic Search, um programa aberto de busca de dados.

O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) “revogou imediatamente todos os acessos dos logins e das senhas que estavam contidos na referida planilha”.

Segundo o ministério da Saúde, os arquivos “não são de fácil acesso, uma vez que apenas login e senha não são suficientes para se chegar às informações contidas nos bancos de dados – e sim um conjunto de fatores técnicos”.

Governo federal e hospital paulistano não confirmaram o número de pacientes que podem ter tido os dados pessoais expostos.

De posse das senhas, o usuário poderia entrar em dois sistemas do ministério da Saúde: um com notificações de casos suspeitos e confirmados de coronavírus e outro com as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Como quase 98% dos casos de SRAG registrados este ano têm o Covid-19 como causa, eles estão sendo usados para estimar com mais precisão o número de infectados pelo coronavírus no país, que são subnotificados por causa da falta de testagem.

Equipe TV Democracia

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