O auxílio emergencial de R$ 300 é a única fonte de renda de 36% das famílias que receberam ao menos uma parcela do benefício.... Datafolha: auxílio emergencial é a única fonte de renda de 36% das famílias brasileiras

O auxílio emergencial de R$ 300 é a única fonte de renda de 36% das famílias que receberam ao menos uma parcela do benefício.

É o que revela pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (21).

O levantamento foi feito entre os dias 8 e 10 de dezembro, com 2.016 pessoas entrevistadas por telefone.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O auxílio emergencial beneficiou quase 70 milhões de brasileiros desde abril.

De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados pediram o benefício e a maioria (81%) foi atendida.

Com menos renda, 75% reduziram a compra de alimentos, 65% pararam de adquirir remédios, 57% economizaram no consumo de luz, gás e água e 55% não tiveram condições de pagar as contas de casa.

Outros cortes foram nos gastos com transporte (52%) e nas despesas escolares (51%).

Em agosto, 46% dos entrevistados perderam a renda por causa da pandemia da Covid-19, percentual que caiu para 42% em dezembro.

Para quem recebeu o auxílio emergencial, 60% tiveram redução de renda em agosto, índice que caiu para 51% neste mês.

O benefício termina no dia 31 e não será prorrogado nem substituído por um novo programa do governo Bolsonaro.

Um estudo do pesquisador Vinicius Botelho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), apontou que a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 colocou cerca de 7 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, com renda de até R$ 5,50 por dia em outubro, na comparação com a pesquisa feita em setembro.

Botelho prevê que o contingente deverá crescer para quase 17 milhões de brasileiros em janeiro.

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que o fim do auxílio emergencial pode dificultar a recuperação econômica, aumentar a desigualdade e colocar 24 milhões de pessoas na extrema pobreza.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a atividade econômica está em processo de retomada e se isso não se confirmar, o governo terá que ter uma ação “tão fulminante e decisiva” como teve no início da pandemia.

Mais da metade (55% – R$ 322 bilhões) dos gastos com políticas públicas de combate os impactos da pandemia na economia foram destinados para o auxílio emergencial.

Ao todo o governo investiu R$ 580 bilhões, bem mais do que os R$ 92,4 bilhões previstos no orçamento de 2020 que, obviamente, não contava com a pandemia.

Equipe TV Democracia

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