O novo ministro da Educação falou pela primeira vez com os jornalistas. Foi no início da noite desta segunda-feira (29), depois de encontrar com... Decotelli nega plágio e diz que foi “distração”

O novo ministro da Educação falou pela primeira vez com os jornalistas. Foi no início da noite desta segunda-feira (29), depois de encontrar com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

Ele disse que o presidente questionou o currículo dele e confirmou que vai continuar no cargo. A posse, que estava marcada para amanhã (30), foi adiada depois de várias polêmicas.

Bolsonaro não parece disposto a mudar de ideia e publicou numa rede social:”Desde quando anunciei o nome do professor Decotelli para o ministério da Educação só recebi mensagens de trabalho e honradez. Por inadequações curriculares, o professor vem enfrentando todas as formas de deslegitimação para o ministério O senhor Decotelli não pretende ser um problema para a sua pasta (governo), bem como, está ciente de seu equívoco. Todos aqueles que conviveram com ele comprovam sua capacidade para construir uma Educação inclusiva e de oportunidades para todos”

O governo decidiu checar o currículo de Decotelli depois que surgiram acusações de plágio e declarações de titulos que ele não tem.

Na sexta-feira (26), um dia depois de ser nomeado, foram encontrados trechos plagiados sem aspas e créditos não dados aos autores na tese de mestrado apresentada à Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. A mesma violação de direitos autorais teria sido cometida em uma dissertação que não aparece no currículo de Decotelli.

Ainda na sexta-feira, o reitor da Universidade de Rosário, na Argentina, negou que o ministro tivesse obtido o título de doutor na instituição. O reitor declarou que ele nem chegou a terminar o doutorado e, portanto, não teve direito ao título.

Nesta segunda-feira, mais uma mentira apareceu no currículo. A Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que Decotelli não tem pós-doutorado da instituição. Ele fez apenas um curso de três meses.

Logo em seguida, o novo ministro alterou o currículo. Ele retirou os trechos em que citava os dois títulos. Mas, indagado por uma repórter sobre os plágios no mestrado, Decotelli respondeu: ” É possível haver distração? Sim, senhora. Hoje, a senhora tem mecanismos para verificar, softwares (programas de computador), se a senhora teve ou não inconsistência. Mas naquela época, pela distração…”.

Ele continuou se defendendo: “Não houve plágio porque o plágio é considerado quando o senhor faz control C, control V (referências às ações de colar e copiar textos no computador). E não foi isso.”

Decotelli disse também que, “Bolsonaro quis saber detalhes sobre a vida dele de 50 anos como professor em todas as entidades do Brasil. Então, ele pegou a estrutura de detalhes, de trabalhos no Brasil, Norte, Sul, Leste, Oeste, 40 anos de trabalho na Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Ibmec”.

O presidente perguntou “como é essa questão de detalhe acadêmico, doutorado, pós-doutorado, pesquisa de mestrado? Como é essa estrutura de inconsistência? Ele queria saber o que é isso. Então, eu expliquei a ele”, declarou o ministro da Educação.

Equipe TV Democracia

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