O Brasil segue como o segundo país do mundo com mais mortes (101.269) e casos de coronavírus (3.039.349). Os números são do levantamento do... Depois de 3 meses de negacionismo, ministro interino da Saúde defende o distanciamento social

O Brasil segue como o segundo país do mundo com mais mortes (101.269) e casos de coronavírus (3.039.349).

Os números são do levantamento do consórcio de veículos de mídia divulgado às 13h desta segunda-feira (10).

No Rio de Janeiro, pela primeira vez em quase três meses no cargo, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello defendeu “medidas de afastamento social”.

Ele participou da inauguração da nova unidade de processamento de exames de Covid-19 na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Foi o primeiro evento público que Pazuello compareceu depois que o país passou das tristes marcas de 100 mil mortes e 3 milhões de casos de pessoas infectadas com coronavírus. “Não é um número. Todos os dias sofremos as perdas. Não é um número, 95 mil, 98 mil, 100 ou 101, que vai fazer a diferença. O que vai fazer a diferença é cada um brasileiro que se perde”, declarou.

Além de apoiar o distanciamento social como fizeram os dois antecessores, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Tech, a contragosto do presidente Jair Bolsonaro, o general reforçou a necessidade de tratamento precoce para impedir o aumento de vítimas na pandemia.

Pazuello comparou a situação da pandemia a uma hemorragia ao dizer que o país “precisa entender como parar o sangramento”.

Ele também pediu a união de toda a sociedade para combater a disseminação da doença: “Não existem, nesse momento, diferenças partidárias ou ideológicas. Nós somos todos brasileiros combatendo dia a dia, da melhor forma nos dedicando para que não haja mais mortos nosso país. Já perdemos 100 mil brasileiros com nome, identidade e família. Podem acreditar. Nós estamos todos os dias revendo nossos protocolos, procurando o que tem de melhor e alterando aquilo que não vinha dando certo”, afirmou o ministro.

Para ele, diagnóstico precoce e tratamento imediato são as ações necessárias para conter o aumento do número de óbitos: “Não está correto ficar em casa doente, com sintomas, até passar mal com falta de ar. Isso não funciona. Não funcionou, e deu no que deu. E há dois meses nós mudamos esse protocolo. Diante de qualquer sintoma, procure uma unidade básica de saúde”, apelou Pazuello.

Nesta segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da segunda dose da chamada vacina de Oxford em voluntários brasileiros.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A primeira dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e pela gigante farmacêutica AstraZeneca já foi aplicada em 5 mil profissionais da linha de combate ao coronavírus em São Paulo, Rio de Janeiro e no Nordeste. No Brasil, a pesquisa é coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apoiada pela Fundação Lemann.

Há uma semana, o governo federal fechou acordo com a AstraZeneca para a produção e transferência de tecnologia da vacina, que é considerada pela Organização Mundial da Saúde como umas das mais promissoras no combate eficaz e seguro ao coronavírus.

A Fiocruz, onde esteve o ministro interino da Saúde, será a responsável pela fabricação da vacina.

Equipe TV Democracia

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