A candidata da oposição à presidência da Bielorrússia (Belarus), Svetlana Tikhanovskaya, fugiu para a vizinha Lituânia nesta terça-feira (11). A notícia foi confirmada pelo... Depois de derrota para ditador da Bielorrússia, candidata da oposição foge para a Lituânia

A candidata da oposição à presidência da Bielorrússia (Belarus), Svetlana Tikhanovskaya, fugiu para a vizinha Lituânia nesta terça-feira (11). A notícia foi confirmada pelo governo lituano que concedeu asilo.

Na véspera, Svetlana, uma professora de inglês de 37 anos, que substituiu o marido Serguei, detido em maio, na eleição presidencial, tinha sido retida na Comissão Eleitoral, onde apresentou uma denúncia de fraude.

Ela perdeu a eleição de domingo para o ditador Alexander Lukashenko por 80,8% a 10%.

O resultado gerou violentos confrontos entre civis e as forças de segurança.

Um homem morreu na explosão de uma bomba que ele ia jogar nos policiais. Segundo o governo, 3.000 pessoas foram detidas no domingo. Outras 89 (50 civis e 39 policiais) ficaram feridos.

Não está descartada a realização de uma greve geral ainda nesta semana.

Svetlana entrou por terra pela fronteira com a Lituânia. “Tomei esta decisão sozinha e sei que muitos me condenarão, muitos vão me odiar. Pensava que esta campanha havia me endurecido e dado forças para suportar tudo. Mas, sem dúvidas, continuo sendo a mulher frágil que era no início”, disse visivelmente cansada em um vídeo publicado por um site da oposição bielorrussa.

Durante a campanha presidencial, ela já havia enviado os dois filhos para a Lituânia por questões de segurança. Mas, para uma das aliadas, Olga Kovalkova, a candidata foi forçada a deixar a Bielorússia sob pressão do governo.

Outra aliada, Veronika Tsepkalo, esposa de um outro candidato da oposição proibido de participar da eleição presidencial, já saído do país no domingo. Ela está na vizinha Rússia.

Lukashenko governa a Bielorrússia desde 1994. Considerado o último ditador da Europa, teve a reeleição contestada pelos Estados Unidos e União Europeia. Mas, os líderes russo, Vladimir Putin, e chinês,Xi Jinping, mandaram mensagem de parabéns pela vitória.

Lukashenko é um dos líderes que negam a pandemia do coronavírus. Ele disse que estava imune à doença por tomar vodka e fazer sauna. Chegou a disputar partidas de hóquei no gelo em ginásios lotados, onde o público não respeitava o distanciamento social e tampouco usava máscara.

No mês passado, o ditador testou positivo para Covid-19. Não se sabe se foi tratado com os remédios indicados por ele próprio.

Equipe TV Democracia

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