O ministro Humberto Martins (foto), corregedor-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu inquérito contra o desembargador Paulo Sérgio Rangel, do Tribunal de Justiça... Desembargador que favoreceu Flávio Bolsonaro será investigado pelo CNJ

O ministro Humberto Martins (foto), corregedor-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu inquérito contra o desembargador Paulo Sérgio Rangel, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), por suposta prática de infração disciplinar.

Paulo Rangel é um dos desembargadores que, ontem (25), votou a favor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que voltou a ter o benefício do foro privilegiado nas investigações sobre o desvio de verbas públicas destinadas ao gabinete dele, quando era deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio, o chamado esquema da “rachadinha”. O inquérito foi passado para a 2ª instância do TJ-RJ.

Rangel também votou pela anulação de todos os atos sobre o inquérito que estão com o juiz Flávio Itabaiana, na 1ª instância. Entre eles, os decretos de prisões do ex-assessor de Bolsonaro, Fabrício Queiroz, e da mulher dele, Márcia, foragida há oito dias. O voto dele foi vencido e o inquérito permanece com o juiz Itabaiana.

A advogada do parlamentar, Luciana Pires, que tem fotos ao lado do desembargador, a quem chama de mestre, negou qualquer conduta indevida. Ela se defendeu dizendo que conheceu muita gente em mais de 15 anos de trabalho e que não há interferência do lado pessoal com o profissional.

O CNJ suspeita da relação do desembargador com o empresário Leandro Braga de Souza, preso há um mês, durante a Operação Favorito da Polícia Federal.

Leandro é dono de uma corretora de seguros, do qual Rangel tem uma pequena participação, mas não tem ligação com a administração. Segundo a PF, a empresa está envolvida em contratos supostamente irregulares entre a secretaria da saúde do estado do Rio de Janeiro e o Instituto Data Rio, gestor de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que causaram um prejuízo de R$ 4 milhões aos cofres públicos.

O corregedor-chefe do CNJ pediu ao presidente do TJRJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, para que faça uma intimação pessoal do desembargador Paulo Rangel.

Ele terá prazo de 15 dias para apresentar defesa prévia sobre que “não haja dúvida sobre a integridade ética de sua conduta perante a sociedade”, disse Humberto Martins, que também decretou segredo de justiça durante o processo.

Equipe TV Democracia

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