Cerca de 500 mil brasileiros ficaram desempregados em apenas uma semana. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad... Desemprego subiu para 14,1% na segunda semana de setembro: população ocupada é de 82,6 milhões de trabalhadores

São Paulo (foto Beno Suckeveris)

Cerca de 500 mil brasileiros ficaram desempregados em apenas uma semana.

É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad COVID19) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (2).

Houve uma alta de 3,8% na segunda semana de setembro. Na semana anterior, o índice teve uma pequena queda.

A taxa de desemprego passou de 13,8% para 14,1%.

Outro número que para o IBGE representa estabilidade é o de pessoas ocupadas no mercado de trabalho. Ele subiu 0,3%, o que significa trabalho para aproximadamente 300 mil pessoas.

“A população ocupada permaneceu estável, em 82,6 milhões de pessoas, após ter apresentado variações positivas nas últimas três semanas. A população desocupada também ficou estável”, disse a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Houve queda de 4,5% no contingente de pessoas que não procuraram emprego, mas gostariam de trabalhar. Caiu de 27,3 milhões para 26 milhões.

O número de pessoas que não procuraram trabalho devido à pandemia ou à falta de vagas próximas de casa caiu de 17 milhões para 16,3 milhões.

Praticamente estável ficou o número de trabalhadores informais estimado em 28,3 milhões na segunda semana de setembro. É apenas 0,4% ou menos 100 mil pessoas a menos na informalidade. A taxa caiu de 34,6% para 34,3%.

O IBGE constatou uma queda do número de pessoas que estavam afastadas do trabalho por causa do isolamento social, de 3,4 milhões para cerca de 3 milhões (3,7% da população ocupada).

Cerca de 100 mil pessoas deixaram de trabalhar de forma remota (home office), uma queda de 0,8% em relação à primeira semana de setembro, e caiu para aproximadamente 8,2 bilhões.

(foto Beno Suckeveris)

A pesquisa indicou que, o número de pessoas que se diziam cumprir rigorosamente o isolamento social caiu de 37,3 milhões para 35,3 milhões em uma semana.

Menos gente isolada em casa, mais 2,5 milhões a mais que adotaram um comportamento mais flexível diante da quarentena.

“O percentual de pessoas que informaram ter ficado rigorosamente em casa caiu significativamente, de 17,7% para 16,7%, enquanto aumentou o percentual daquelas que reduziram o contato mas continuaram saindo para trabalhar ou recebendo visitas”, declarou a pesquisadora do IBGE.

Equipe TV Democracia

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