O avanço da pandemia do coronavírus na Europa pode se contido sem novos lockdowns. A afirmação foi dada pelo diretor regional da Organização Mundial... Diretor da OMS descarta novos lockdowns na Europa e defende escolas abertas para crianças e adolescentes

O avanço da pandemia do coronavírus na Europa pode se contido sem novos lockdowns.

A afirmação foi dada pelo diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o continente, Hans Kluge, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19), em Genebra, na Suíça.

Hans Kluge

“Os lockdowns são evitáveis, mantenho minha posição de que os lockdowns são uma medida de último recurso. Se o uso da máscara atingir 95%, os lockdowns não serão necessárias”.

Kluge também defendeu a manutenção das aulas presenciais nas escolas.

“As escolas primárias devem ser mantidas abertas, já que crianças e adolescentes não estão provocando a propagação do novo coronavírus e o fechamento de escolas não é eficaz”.

Enquanto isso, continua a corrida mundial por uma vacina eficaz e segura contra a Covid-19.

O Brasil ainda não fechou acordo para a compra do produto desenvolvido pela multinacional americana Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech.

A Pfizer deve pedir autorização emergencial da agência responsável pela liberação de remédios e alimentos dos EUA, a FDA, nesta sexta-feira (20).

A vacina já foi encomendada por mais de 30 países, mas a produção ainda está longe do ideal.

Nesta quarta-feira (19), as duas empresas informaram que pretendem chegar a 50 milhões de doses até o final do ano. A quantidade seria suficientes para vacinar 25 milhões de pessoas, já que são necessárias duas doses para cada uma.

Elas também planejam produzir 1,3 bilhões de doses em 2021.

Os primeiros 25 milhões de doses vão para os EUA, que investiram US$ 1,95 bilhão. Elas serão aplicadas gratuitamente na população americana.

Os EUA poderão comprar mais 500 milhões de doses no próximo ano.

Os fabricantes já venderam 30 milhões de doses para o Reino Unido, 120 milhões para o Japão e 300 milhões para a União Europeia.

Os preços por cada dose não foram divulgados, mas haverá valores diferenciados: uma para EUA e Europa, outro para países emergentes como o Brasil e um terceiro para nações mais pobres.

A vacina tem um problema sério de logística. Ela precisa ser armazenada e transportada em temperaturas de, no mínimo, 70° Celsius para se manter estável.

Segundo o coordenador da pesquisa da Pfizer no Brasil, o infectologista Edson Moreira, uma solução é “que a empresa oferece é transportar as vacinas em contêineres especiais com gelo seco, que manteriam a vacina viável por 15 dias. E o produto ainda se mantém estável por mais cinco dias em um freezer normal”.

Neste caso é necessária recarga de gelo seco e que as caixas não sejam abertas mais de duas vezes por dia.

“É um desafio, mas é o tipo do problema que estávamos loucos para ter de enfrentar. Até pouco tempo atrás não tínhamos vacina, um problema maior”, disse Moreira.

Ontem (18), a Pfizer anunciou que a vacina tem eficácia de 95%.

“Trabalhávamos com estimativa de eficácia de 70%; o resultado foi excepcional, significa que de cada cem vacinados, 95 estão protegidas. Nenhuma vacina é 100% eficaz”.

Ele lembrou que a vacina de sarampo tem eficiência de 80%, o suficiente para erradicar a doença no mundo.

Outro dado importante da pesquisa foi o bom resultado em idosos: “É bom porque, em geral, a eficácia das vacinas diminui com a idade, uma vez que o sistema imunológico envelhece e se torna menos eficiente. É extremamente importante que possamos oferecer proteção dessa magnitude a pessoas desse grupo de risco”, explicou o médico que acrescentou que profissionais da saúde e idosos devem ser os primeiros a receber o imunizante.

A Rússia vai retomar os testes com a vacina Sputnik V contra Covid-19 na próxima segunda-feira (23).

A pesquisa estava suspensa temporariamente desde outubro por causa do aumento da procura e da falta de doses.

A Sputnik V é a primeira vacina do mundo contra o coronavírus, mas só foi aprovada na Rússia e não concluiu a terceira e última fase de testes, além de não ter sido homologada por organismos internacionais como a OMS.

A Rússia é o quarto país com mais casos (1.975.629) no mundo.

Nas últimas 24h, foram registradas 449 mortes, recorde no país que, desde o início da pandemia teve 34.068.

O número de casos chegou a 20.717 bem perto do recorde de 22.562 registrado no último dia 16.

Em coletiva de imprensa, em Tóquio, o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, colocou o país em “alerta máximo” nesta quinta-feira (19), mas não decretou nenhuma medida mais severa de quarentena.

“Considero que estamos em situação de alerta máximo. Peço ao povo japonês que tome medidas sistematicamente, como o uso de máscara”.

Suga disse que vai apoiar os governos regionais que determinarem o fechamento mais cedo dos estabelecimentos comerciais e que limitarem o número de pessoas em até quatro por mesa em restaurantes.

O Japão não adotou nenhuma medida obrigatória desde o início da pandemia em janeiro, confiando na responsabilidade da população e na pressão social.

A decisão do primeiro-ministro acontece no momento em que o país bate o recorde de casos em 24h.

Foram 2.230, a maioria na capital japonesa.

O número de mortes foi de 13, pouco menos da metade registrada no dia 1º de maio (29).

Desde o início da pandemia, o Japão teve 1.908 óbitos e 123.477 casos de Covid-19, números considerados baixos em comparação com outros países asiáticos.

No entanto, lá não estão sendo feitos testes de detecção da doença em larga escala.

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