A Polícia Federal (PF) denunciou os proprietários de quatro grandes fazendas de Corumbá (MS) como responsáveis pelas queimadas que destruiriam 25 mil hectares do... Donos de 4 grandes fazendas são acusados pela PF de provocar queimadas no Pantanal

A Polícia Federal (PF) denunciou os proprietários de quatro grandes fazendas de Corumbá (MS) como responsáveis pelas queimadas que destruiriam 25 mil hectares do Pantanal.

Eles teriam colocado fogo na mata nativa para transformação em área de pastagem.

A PF encontrou gado em duas das quatro propriedades investigadas.

O número (6.048) de focos de incêndios no Pantanal entre 1º de setembro e a última quarta-feira (23) já é o maior em 32 anos, quando começou a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais (Inpe).

Em julho, o governo federal havia impedido queimadas em todo o país por 120 dias.

Segundo a PF, o primeiro ponto de fogo foi localizado na fazenda Califórnia, no dia 30 de junho.

Ela tem 1.736 hectares e pertence a Hussein Ghandour Neto.

O segundo foi detectado no dia 1º de julho, na fazenda Campo Dania, um latifúndio de 3.061,67 hectares de propriedade de Dania Tereza Sulzer Miranda e do filho Pery Miranda Filho.

No dia 14 de setembro, ele foi preso em flagrante na Operação Matáá da PF.

Na ocasião, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Corumbá.

Na casa de Pery, foram encontradas armas e munições. Por ordem judicial, ele foi solto no dia seguinte.

O terceiro foco de incêndio foi registrado no dia 14 de julho, na fazenda Bonsucesso, de Ivanildo de Cunha Miranda.

Ela tem área de 32.147,06 hectares.

A defesa de Ivanildo disse que ele já depôs na PF e que colabora com as investigações, “que a ele também interessam, pois é uma das vítimas das queimadas”.

A quarta queimada teria começado no dia 16 de julho na fazenda São Miguel, com 33.833,32, de propriedade de Antônio Carlos Leite de Barros.

A PF usou imagens de satélite e sobrevoos na região nas investigações.

Há suspeita que as queimadas foram provocadas propositalmente pelos fazendeiros, que se aproveitaram do longo período de estiagem e da situação climática atípica no Pantanal.

Em discurso nesta semana na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Jair Bolsonaro acusou “caboclos” e índios pelas queimadas no Brasil.

Equipe TV Democracia

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