A PGR apura se atos bolsonaristas antidemocráticos foram financeiramente patrocinados. Edição de Rafael Bruza com informações do jornal O Globo No documentário A Vida... Em filme, Sara Winter admite receber dinheiro por protestos

A PGR apura se atos bolsonaristas antidemocráticos foram financeiramente patrocinados.

Edição de Rafael Bruza com informações do jornal O Globo

No documentário A Vida de Sara, a extremista Sara Fernanda Giromini, conhecida como Sara Winter, admite que já recebeu dinheiro para realizar protestos. Ela foi presa temporariamente nesta segunda-feira (16), pela Polícia Federal, no âmbito no inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR) que investiga a realização e financiamento de atos antidemocráticos no Brasil.

“Aprendi a fazer técnicas honestas e desonestas de protestos”, diz Sara, que, em maio esteve em frente ao STF usando símbolos que faziam alusão à Ku Klux Klan. “Recebia US$ 2 mil a cada manifestação que fazia. Já recebi várias encomendas de protestos, até de marca de roupa”.

O documentário, lançado há algumas semanas, foi publicado pelo serviço de streaming conservador Lumine e trata sobre a trajetória da extremista.

De acordo com o filme, Sara cursava Relações Internacionais e entrou no ramo da prostituição após fugir de casa onde morava com os pais e dois irmãos – um deles ligado a uma facção criminosa.

A extremista conta que deixou a prostituição em 18 de maio de 2010, após ser violentada por um cliente.

Na sequência, Sara relata que viu a página no Facebook do Femen – movimento ativista ucraniano em que mulheres protestavam por diversas causas fazendo topless – e enviou mensagem propondo trazer a iniciativa para o Brasil.

Imediatamente, ela foi convidada a passar um período de treinamento em Kiev, capital da Uvrânia, no Leste Europeu, e depois retornou com a função de colocar em prática a sua própria ideia.

Sara então começou a realizar protestos feministas de rua, tendo recebido até R$ 2 mil por manifestação, segundo relata.

Uma das frentes de investigação na PGR apura se atos bolsonaristas que pediram fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), apoiados pelo grupo 300 do Brasil, com participação de Sara Winter, foram financeiramente patrocinados.

Ainda no documentário, a extremista afirma que se desvinculou do ativismo feminista após ter abortado um filho, atitude que atribui à influência de colegas feministas.

O movimento feminista, a sua vez, também se posicionou contra Sara. Em comunicado divulgado em 2013, a sede retirou o direito de Winter de usar o nome Femen. Em maio daquele ano, a ucraniana Alexandra Shevchenko, uma das fundadoras do Femen, afirmou que Winter já “não faz parte do nosso grupo, tivemos muitos problemas com ela. Ela não está pronta para ser líder”.

O filme não detalha o momento em que Sara deixa o movimento feminista e se insere na defesa do bolsonarismo.

Ela também é uma das investigadas no inquérito das fake news que apura a disseminação de conteúdo falso na internet, além de ameaças a ministros da corte.

No fim de maio, a ativista de 27 anos foi alvo de busca e apreensão pelo inquérito das fake news. Em seguida, publicou um vídeo afirmando ter vontade de “trocar socos” com Moraes e prometendo infernizar a vida do ministro e persegui-lo.

 

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