O ministro da Educação, Milton Ribeiro, está com coronavírus. A notícia foi informada por ele mesmo nesta segunda-feira (20), nas redes sociais. É o... Em meio às negociações do Fundeb, ministro da Educação anuncia que está com Covid-19

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, está com coronavírus. A notícia foi informada por ele mesmo nesta segunda-feira (20), nas redes sociais.

É o quarto ministro do governo Bolsonaro que testa positivo para Covid-19. Mais cedo, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, comunicou que também está com a doença. Bento Albuquerque (Minas e Energia) e o general Augusto Heleno (Segurança Institucional) foram outros ministros que contraíram coronavírus, mas já estão curados.

O presidente Jair Bolsonaro segue em recuperação na residência oficial do Palácio da Alvorada.

Milton Ribeiro, de 62 anos, recebeu o resultado do exame na manhã de hoje. Ele disse que vai despachar por meio virtual.

Ribeiro tomou posse no ministério da Educação na semana passada ejá tem um grande desafio pela frente. É aprovar o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) antes do último dia do ano, quando o atual perderá a validade.

O Fundeb entrou em vigor em 2007. Ele movimenta R$ 150 bilhões em dinheiro público por ano. Recursos fundamentais para o funcionamento de milhares de escolas de educação infantil até o ensino médio.

Segundo os especialistas em educação, se o Fundeb não continuar em 2021, haverá um caos nas escolas públicas, porque não haveria garantia de dinheiro para pagar professores, funcionários, merenda e até o transporte escolar.

O grande impasse está na divisão da origem dos recursos. Hoje, 90% do dinheiro do Fundeb vêm dos impostos estaduais e municipais e outros 10% são da União. Estados e municípios defendem uma participação maior do governo federal na partilha.

Além da corrida contra o tempo para aprovar o novo fundo, há mais três agravantes: a pandemia do coronavírus que impactou a economia com efeitos direitos na arrecadação de impostos; a atenção maior dos parlamentares para as eleições municipais de novembro, com um possível esvaziamento do Congresso nos próximos meses; e a necessidade de uma grande quantidade de votos, já que o Fundeb é uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que exige a aprovação por três quintos de deputados e senadores, em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

Nesta segunda-feira, líderes partidários da Câmara decidiram adiar a votação para amanhã (21). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), espera aprovar a PEC ainda nesta semana.

Equipe TV Democracia

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