O ex-dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado e a pagar uma... Empreiteiro é condenado a 11 anos e 8 meses de prisão por fraude e lavagem de dinheiro

O ex-dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado e a pagar uma indenização de R$ 21 milhões.

Ele pode recorrer em liberdade. A defesa declarou que “Fernando Cavendish segue colaborando com a Justiça”.

A sentença foi anunciada nesta terça-feira (28), pelo juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio.

Cavendish foi condenado por crimes de fraude a licitação e lavagem de dinheiro. Foram encontradas irregularidades nas obras de ampliação da Marginal Tietê, em São Paulo.

A denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi apresentada ao Tribunal de Justiça do estado (TJ-SP), mas só em 2017, foi recebida pela 7ª Vara Federal do Rio.

A Delta Construções já era alvo de fraudes por obras no Rio, em outro processo, o da Operação Saqueador, deflagrada em junho de 2016. Cavendish chegou a ser preso.

Segundo as investigações, houve lavagem de R$ 370 milhões. O dinheiro teria sido desviado dos cofres públicos na gestão do ex-governador Sérgio Cabral (MDB-RJ), que cumpre pena de mais de 220 anos de cadeia, em Bangu, na zona norte da capital fluminense.

Nas apurações do MP-SP, ratificadas pelo Ministério Público Federal no Rio, houve fraude na licitação da Dersa, estatal extinta em 2019, pelo governo paulista, para as obras de ampliação da Marginal Tietê, entre 2009 e 2011. Neste período, os governadores do estado foram José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

O valor inicial de R$ 287 milhões subiu a R$ 358 milhões, 24,99 a mais, e apenas 0,01 do limite do total de aditivos permitido por lei. Segundo o juiz Bretas, uma forma de burlar a ação dos órgãos de fiscalização.

Em delação premiada, Cavendish disse ao MP, em julho de 2019, que a Delta ganhou a concorrência depois de pagar propina de R$ 8 milhões em espécie ao então diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”. Ao longo do contrato, foram pagos mais R$ 20 milhões. Paulo Preto não é réu nesse processo.

Cavendish também foi condenado de usar empresas de fechada de Adir Assad e Marcello Abbud para lavar parte do dinheiro desviado das obras. Com uso de notas frias, elas serviam de caixa 2 para o pagamento das propinas.

Os dois confirmaram o fato em delação premiada. A sentença foi suspensa e eles não foram julgados. Uma sócia das empresas, que era utilizada como “laranja”, não teve a mesma sorte. Ela foi condenada a 4 anos de prisão por lavagem de dinheiro.

Equipe TV Democracia

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