Motociclistas e ciclistas que prestam serviços de entregas por aplicativos realizaram protestos em várias capitais e em cidades de todo o país nesta quarta-feira... Entregadores de aplicativos fazem paralisação nas principais capitais do país

Motociclistas e ciclistas que prestam serviços de entregas por aplicativos realizaram protestos em várias capitais e em cidades de todo o país nesta quarta-feira (1º)

Os profissionais, que não são representados por sindicatos, ganharam mais visibilidade e importância com a pandemia. Como podem circular normalmente em tempos de quarentena, eles são fundamentais para movimentar a economia e para a população.

Eles pediram melhores condições de trabalho e aumento dos valores mínimos recebidos por quilômetro rodado o por cada entrega. A categoria também reclamou dos bloqueios nos aplicativos, que consideram abusivos e indevidos. As empresas não são obrigadas a explicar o motivo do bloqueio. Os manifestantes reivindicaram um auxílio-pandemia, com seguro e equipamento de proteção individual incluídos.

O número de motociclistas e ciclistas, homens e mulheres a partir dos 18 anos e até com mais de 60 anos, aumentou nos últimos dois anos, paralelamente ao crescimento do desemprego. Sem um trabalho formal, partiram para o mercado de logística. A maioria não tem carteira assinada e faz uma jornada de trabalho que supera facilmente 42h semanais. Não tem horário para descanso ou refeição, não tem seguro e em caso de acidente ou uma quebra da motocicleta ou da bicicleta, paga a conta sozinho.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne as empresas do setor de delivery (entrega) informou em nota à imprensa, que desde o início da pandemia, faz distribuição gratuita de materiais de limpeza (álcool em gel, máscara e desinfetante) ao colaborador. Se ele é que compra, é reembolsado.

A Amobitec disse também que, foi criado um fundo de auxílio financeiro aos trabalhadores com coronavírus ou em grupos de risco. Informou também que, os entregadores cadastrados nas plataformas digitais estão cobertos por seguro contra acidentes sociais e que ela (associação) está aberta ao diálogo.

Apesar de alguns entregadores terem denunciado ameaças da empresas a quem participasse das manifestações de hoje, a Amobitec prometeu que não vai punir ou impor bloqueios de “qualquer natureza”.

Equipe TV Democracia

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