Por Jamil Chade – Com edição de Rafael Bruza na TV Democracia Em plena pandemia do coronavírus, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo,...

Por Jamil Chade – Com edição de Rafael Bruza na TV Democracia

Em plena pandemia do coronavírus, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que foi indicado por Olavo de Carvalho, publicou um texto em seu blog nesta quarta-feira (22) onde lança um alerta sobre a necessidade de combater o comunismo – que segundo ele, aproveita o momento de crise do covid-19 para implementar sua ideologia através de entidades internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o ministro, a ideia de transferir poderes para a OMS seria o primeiro passo do tal plano. “O Coronavírus nos faz despertar novamente para o pesadelo comunista”, adverte o título do texto do chanceler.

A declaração ocorre enquanto os números do coronavírus seguem subindo no país – são 43.592 infectados, atualmente, e 2.769 mortos pela doença.

Mas a pandemia do coronavírus representa, para Ernesto Araújo, “uma imensa oportunidade de construir uma ordem mundial sem nações e sem liberdade”.

Já nas primeiras horas do dia, diplomatas sussurravam que o novo texto pode ainda deixar irritados os representantes chineses, que já alertaram ao governo brasileiro sobre o comportamento de sua diplomacia, segundo o correspondente da TV Democracia na Europa, Jamil Chade.

“Ao longo das últimas semanas, o governo brasileiro se distanciou de iniciativas internacionais, não apoiou resoluções na ONU, não criticou o corte de dinheiro dos EUA para a OMS, não enviou ministros para reuniões, não adotou uma postura de protagonismo no cenário internacional e não foi a uma reunião entre ministros para fortalecer o multilateralismo. Para completar, comprou briga com a China”, analisa o correspondente.

“Zizek explicita aquilo que vinha sendo preparado há trinta anos, desde a queda do muro de Berlim, quando o comunismo não desapareceu, mas apenas dotou-se de novos instrumentos: o globalismo é o novo caminho do comunismo”, escreveu o chanceler, seguindo teorias criadas por Olavo de Carvalho.

“O vírus aparece, de fato, como imensa oportunidade para acelerar o projeto globalista. Este já se vinha executando por meio do climatismo ou alarmismo climático, da ideologia de gênero, do dogmatismo politicamente correto, do imigracionismo, do racialismo ou reorganização da sociedade pelo princípio da raça, do antinacionalismo, do cientificismo. São instrumentos eficientes, mas a pandemia, colocando indivíduos e sociedades diante do pânico da morte iminente, representa a exponencialização de todos eles”, disse o brasileiro.

“A pretexto da pandemia, o novo comunismo trata de construir um mundo sem nações, sem liberdade, sem espírito, dirigido por uma agência central de “solidariedade” encarregada de vigiar e punir. Um estado de exceção global permanente, transformando o mundo num grande campo de concentração”, alertou o chefe da diplomacia nacional.

Controle chinês

Um dos ataques de Araújo se refere ao modelo de controle e flerta com mais uma crítica contra a China. Para isso, ele cita um trecho da obra publicada na Itália e que pede: “Vigiar e punir? Sim, por favor!”

“Refere-se Zizek, naturalmente, ao título do livro de 1975 de Michel Foucault, Surveiller et Punir no original, que descrevia a evolução das prisões do Século XIX para as prisões sem grades da sociedade de controle da pós-modernidade ocidental”, apontou o ministro.

O chanceler ainda usa trechos do livro que citam a China e aponta como o autor tem uma relação ambígua em relação ao país asiático:

“Não surpreende que, ao menos até agora, a China – que já empregava largamente sistemas de controle social digitalizado – se tenha demonstrado a mais bem equipada para enfrentar a epidemia catastrófica. Deveremos talvez deduzir daí que, ao menos sob alguns aspectos, a China represente o nosso futuro? Não nos estamos aproximando de um estado de exceção global?”

“Mas se não é esse [o modelo chinês] o comunismo que tenho em mente, que entendo por comunismo? Para entendê-lo, basta ler as declarações da OMS.”

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que foi indicado por Olavo de Carvalho ao cargo

Fabio Pannunzio

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.