O ex-ministro de Minas e Energia do segundo mandato do presidente Lula, Silas Rondeau, e o ex-deputado federal, Anibal Ferreira Gomes (DEM-CE) são alguns... Ex-ministro e ex-parlamentar são novos alvos da Operação Lava Jato

O ex-ministro de Minas e Energia do segundo mandato do presidente Lula, Silas Rondeau, e o ex-deputado federal, Anibal Ferreira Gomes (DEM-CE) são alguns dos alvos da Operação Fiat Lux deflagrada nesta quinta-feira (25), pela Polícia Federal(PF) em dois estados e no Distrito Federal (DF).

A Fiat Lux, que faz parte da Operação Lava Jato, investiga fraudes na Eletronuclear. Os prejuízos estão estimados em R$ 207 milhões.

Policiais federais cumprem 17 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão temporária expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. Eles foram a endereços nos estados do Rio (na capital, Niterói e Petrópolis), São Paulo e no DF. Até às 8h, duas pessoas já tinham sido presas.

O juiz também pediu o sequestro dos bens dos envolvidos e das empresas deles pelos danos materiais e morais por corrupção ativa e passiva em pelo menos seis contratos firmados pela Eletronuclear.

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do RJ, expediu, ao todo, 17 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro (capital, Niterói e Petrópolis), São Paulo e no Distrito Federal.

A Lava Jato pediu também o sequestro dos bens dos envolvidos e de suas empresas pelos danos materiais e morais causados no valor de R$ 207 milhões.

A investigação contou com a delação premiada dos lobistas Jorge Luz e o filho Bruno, ligados ao MDB. Os dois foram presos em Miami, nos Estados Unidos, em 2017, por ordem da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). A delação foi homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os recursos públicos eram desviados por meio de simulação de subcontratações de empresas de serviços e offshores – empresas do Canadá, França e Dinamarca, que por sua vez distribuíam as propinas entre os investigados. O MPF pediu a cooperação da Justiça dos três países.

Sendo o MPF, os subornos começaram a ser cobrados quando o vice-almirante Othon Pinheiro assumiu a presidência da Eletronuclear, em 2005, durante o governo Lula. Ele chegou a ser condenado a 43 anos de prisão pelo juiz Marcelo Bretas e graças a um habeas corpus, foi libertado em outubro de 2017.

A Operação Fiat Lux é uma que apuram irregularidades na estatal. Outras três operações da Lava Jato estão em andamento.

Em abril de 2019, Bretas aceitou duas denúncias feitas pelo MPF e tornou réus o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro e ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco, e outros 12 investigados. TEmer e Moreira chegaram a ficar presos por alguns dias.

Equipe TV Democracia

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