O Brasil passou a triste marca de 124 mil mortes e 4 milhões de casos de coronavírus nesta quinta-feira (3). De acordo com o... Brasil passa de 124 mil mortes e 4 milhões de casos de coronavírus

O Brasil passou a triste marca de 124 mil mortes e 4 milhões de casos de coronavírus nesta quinta-feira (3).

De acordo com o levantamento do consórcio de veículos de mídia divulgado às 13h de hoje (3), o país perdeu 124.057 vidas e registrou 4.007.502 casos confirmados de Covid-19.

A desastrada gestão do governo Bolsonaro no combate à pandemia teve reflexos na diplomacia.

O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, ficou de fora de uma comissão que vai investigar a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) diante da pandemia.

Segundo o correspondente da TV Democracia em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, Teich foi excluído da lista divulgada hoje, depois de uma reunião fechada na sede da OMS.

Ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro como uma espécie de prêmio de consolação pela saída do ministério da Saúde, e caso fosse escolhido, seria um sinal positivo das relações entre o governo brasileiro e a OMS.

O médico carioca entrou no lugar de Luiz Henrique Mandetta e não completou um mês no cargo.

Teich foi substituído em maio pelo general Eduardo Pazuello, que segue como ministro interino até hoje.

O comitê formado nesta quinta-feira era uma exigência dos EUA, principal financiador, para continuar enviando recursos à OMS.

O governo Trump criticou a agência por demorar para alertar ao mundo sobre a gravidade da doença e acusou a OMS de sofrer pressões da China para não declarar o estado de pandemia mais cedo.

Mesmo com o pedido atendido pela entidade, o presidente americano anunciou a saída da OMS.

A resolução para a criação do comitê para investigar as ações da agência, com apoio inclusive do Brasil, foi aprovada em maio.

A equipe independente será liderada por duas mulheres:´a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, a ex-presidente da Libéria, Ellen Johnson.

O comitê terá a participação de apenas dois latino-americanos, o ex-presidente do México, Ernesto Zedillo, e o ex-ministro de Finanças da Colômbia, Mauricio Cárdenas.

Além das quatro personalidades, Tunísia, EUA, China, França, Canadá, Reino Unido, África do Sul, Arábia Saudita e a Índia têm representantes no comitê.

O diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, faz questão que a investigação não pare no âmbito da agência. Ele também quer que os governos sejam avaliados para saber até que ponto eles seguiram ou não as recomendações do organismo.

Apesar de ser o segundo país do mundo com mais mortes e casos de coronavírus, o Brasil tem uma péssima imagem pela política negacionista do governo Bolsonaro.

Segundo Jamil Chade, haveria um choque de interesses caso Teich integrasse o comitê. Ele mesmo perdeu o ministério por bater de frente com o presidente que, entre outros aspectos, é contra o uso de máscara, defende a hidroxicloroquina, medicamento comprovadamente sem eficácia no tratamento de pacientes com coronavírus; é a favor da flexibilização da quarentena em favor da economia, independentemente do avanço dos trágicos números da pandemia no país.

Bolsonaro, membros da família dele e ministros estão entre as pessoas que contraíram a doença.

Equipe TV Democracia

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