Uma grande explosão aconteceu nesta terça-feira (4) no porto de Beirute, a capital do Líbano. Há pelo menos 73 mortos e mais de 2... Explosão no porto de Beirute, no Líbano, mata pelo menos 73 pessoas e fere mais de 2 mil

Uma grande explosão aconteceu nesta terça-feira (4) no porto de Beirute, a capital do Líbano. Há pelo menos 73 mortos e mais de 2 mil e 700 feridos. Entre eles, a mulher de um adido militar da embaixada brasileira. Ela sofreu ferimentos leves e passa bem.

A explosão teria começado num armazém, onde estavam estocados produtos químicos sem a devida segurança e afetou uma grande aérea com o deslocamento de ar e incêndios. Grossas colunas de fumaça podiam ser vistas a quilômetros do porto.

Segundo o correspondente da TV Democracia na Suíça, Jamil Chade, a embaixada brasileira foi danificada e a residência de um dos diplomatas, Roberto Salone, a cerca de 3km do porto, foi destruída. O expediente na embaixada já havia terminado quando aconteceu o incidente.

Salone disse que a sensação foi de um terremoto:”Senti apenas uma enorme reverberação. Vamos ver onde passaremos a noite hoje. A casa está inabitável”.

Uma fragata da Marinha brasileira que navega pelo mar Mediterrâneo não foi atingida. Ela faz parte da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país,

O Líbano atravessa uma grave crise econômica e política. No final de 2019, o primeiro-ministro Saad Al-Hariri renunciou depois de uma série de protestos populares.

O sucessor Hassan Diab assumiu em janeiro, mas a situação não melhorou muito. Em março, ele decretou um calote de US$ 1,2 bilhão nos credores.

A hipótese de atentado como causa da explosão de hoje não está descartada. Nesta sexta-feira (7), quatro membros do grupo xiita Hezbollah serão julgados à revelia pelo Tribunal Especial do Líbano, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Haia, na Holanda.

Eles são acusados de envolvimento no assassinato do ex-primeiro-ministro, o bilionário sunita Rafic Hariri e mais 21 pessoas, na explosão de um carro-bomba no centro de Beirute, há 15 anos.

Quatro generais libaneses chegaram a ser denunciados pelo crime, que provocou uma onda de protestos que obrigou a Síria a retirar as tropas que estavam no país há 30 anos.

Equipe TV Democracia

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