A pré-candidata à prefeitura do Rio de Janeiro e filha do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) é... Filha de Roberto Jefferson e secretário da Educação do RJ são presos em operação da Polícia Civil e do MP-RJ

A pré-candidata à prefeitura do Rio de Janeiro e filha do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) é um dos alvos de mais uma operação contra a corrupção na capital fluminense.

Ela chegou a ser nomeada, mas foi impedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de assumir o ministério do Trabalho no governo do presidente Michel Temer, justamente por causa de condenações em processos trabalhistas.

Cristiane é suspeita de envolvimento num esquema de desvio de dinheiro público destinado à programas estadual e municipal (da prefeitura do Rio) de assistência social nas favelas do Rio de Janeiro.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Civil, pelo menos R$ 30 milhões foram desviados, parte em espécie, entre 2013 e 2018.

A segunda fase da Operação Catarata, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) nesta sexta-feira, também prendeu o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes (PSC-RJ).

Ele mostrou um atestado dizendo que está com Covid-19 e vai ficar preso em casa.

Fernandes foi deputado estadual em três mandatos e antes de assumir a Educação na gestão Wilson Witzel (PSC-RJ), foi secretário de Tecnologia e Desenvolvimento Social nos governos Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ambos do MDB-RJ, período em que o esquema de corrupção funcionou.

O secretário também disputou o governo do Rio em 2018, quando recebeu mais de 460 mil votos no primeiro turno e apoiou Witzel no segundo turno.

Em nota, a defesa de Pedro Fernandes “confia que tudo será esclarecido o mais rápido possível e a inocência dele, provada e que ele ficou indignado com a ordem de prisão. O advogado dele vinha pedindo acesso ao processo desde o final de julho, mas não conseguiu. A defesa colocou Pedro à disposição das autoridades para esclarecimentos na oportunidade. No entanto, Pedro nunca foi ouvido e só soube pela imprensa de que estava sendo investigado por algo que ainda não tem certeza do que é”.

Além dele, foram presos o empresário Flávio Salomão Chadud e o pai, o delegado aposentado, Mário Jamil Chadud, e o ex-diretor de administração financeira da Fundação Leão XIII, João Marcos Borges Mattos.

A Fundação, ligada à secretaria de Tecnologia e Desenvolvimento Social, também é alvo de investigação.

Cristiane Brasil se apresentar à polícia na tarde desta sexta-feira (11).

Ela foi secretária de Envelhecimento Saudável nos governos dos prefeitos cariocas Eduardo Paes (DEM-RJ) e Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), entre maio de 2013 e 2019, quando teria se envolvido no esquema.

Em nota, Cristiane declarou que a denúncia é “uma tentativa clara de perseguição política. Tiveram oito anos para investigar essa denúncia sem fundamento, feita em 2012 contra mim, e não fizeram pois não quiseram. Mas aparecem agora que sou pré-candidata a prefeita numa tentativa clara de me perseguir politicamente, a mim e ao meu pai”.

Ainda nesta linha, ela acrescentou: “Em menos de uma semana, Eduardo Paes, Crivella e eu viramos alvos. Basta um pingo de racionalidade para se ver que a busca contra mim é desproporcional. Vingança e política não são papel do Ministério Público nem da Polícia Civil”.

Na primeira fase da Operação Catarata, em julho do ano passado, o alvo foi o programa Novo Olhar, que oferecia consultas oftalmológicas e distribuía óculos para a população de baixa renda. Obviamente, o nome da operação vem desta ação social.

Na ocasião, foram presas sete pessoas suspeitas de fraudar licitações em quatro pregões eletrônicos entre 2015 e 2018, na Fundação Leão XIII, que era comandada pelo então secretário Pedro Fernandes.

As concorrências foram vencidas irregularmente pela Servlog-Rio.

Os contratos custaram quase R$ 120 milhões aos cofres públicos.
Segundo a força-tarefa, sobre os serviços contratados, eram desviados de 5% a 25% do valor acertado, o que pode ter causado um prejuízo de, pelo menos, R$ 30 milhões.

A partir de apurações na Fundação, as investigações avançaram sobre órgãos municipais, as secretarias de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida e de Proteção à Pessoa com Deficiência, e programas de assistência social, Qualimóvel e Agente Social, chefiados pela então secretária Cristiane Brasil.
A segunda fase da Operação Catarata foi autorizada pela 26ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que expediu cinco mandados de prisão e seis de busca e apreensão.

A denúncia aceita pela Justiça tornou 25 pessoas rés no processo.

Equipe TV Democracia

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