Pela primeira vez o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) admitiu que o ex-assessor Fabrício Queiroz pagou suas contas pessoais. Mas, com dinheiro do então deputado... Flávio Bolsonaro admite que Queiroz pagou suas contas pessoais e diz que não sabia onde estava o ex-assessor

Pela primeira vez o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) admitiu que o ex-assessor Fabrício Queiroz pagou suas contas pessoais. Mas, com dinheiro do então deputado estadual.

O jornal O Globo desta quarta-feira (5) publicou uma entrevista com o filho do presidente Jair Bolsonaro. O senador criticou a Operação Lava Jato e defendeu o Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

“Aras tem feito um trabalho de fazer com que a lei valha para todos. Embora não ache que a Lava Jato seja esse corpo homogêneo, considero que, pontualmente, algumas pessoas ali têm interesse político ou financeiro. Se tivesse desmonte das investigações no Brasil, não íamos estar presenciando essa quantidade toda de operações”, disse Flávio Bolsonaro a despeito de um suposto esvaziamento da Lava Jato e consequente diminuição do combate à corrupção no governo do pai dele.

Nas investigações sobre o esquema de desvio de salários dos funcionários do gabinete do então deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a chamada “rachadinha”, foram encontrados pagamentos de contas pessoais de Bolsonaro efetuados pelo ex-assessor Fabrício Queiroz, ele não negou isso: “Pode ser que, porventura eu tenha mandado, sim, o Queiroz pagar uma conta minha. Eu pego dinheiro meu, dou para ele, ele vai ao banco e paga para mim. Querer vincular isso a alguma espécie de esquema que eu tenha com o Queiroz é como criminalizar qualquer secretário que vá pagar a conta de um patrão no banco. Não posso mandar ninguém pagar uma conta para mim no banco?

Flávio Bolsonaro disse que “a origem dos recursos é toda lícita. Tenho uma vida simples para caramba”.

Questionado sobre a prisão do ex-assessor, que estava escondido na casa do ex-advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, em Atibaia (SP), o senador respondeu: “Óbvio que não sabíamos. Por precaução, nunca mais falei com o Queiroz, nem por telefone, para não insinuarem que eu estava combinando alguma coisa com ele. O Fred (Wassef) teve quatro cânceres, né? O Queiroz estava tratando de um câncer também. Se ele (o advogado) se sensibilizou e deixou o imóvel para ele (Queiroz) usar, não tem crime nenhum nisso, nada de errado”.

Flávio Bolsonaro deu a sua versão sofre o fato do ex-assessor ter pago mais de R$ 120 mil em dinheiro vivo numa internação para tratamento de câncer num dos hospitais mais caros do país, o Albert Einstein, de São Paulo: Pagar cerca de R$ 100 mil em cash, obviamente, não é algo normal, né…A origem do dinheiro, eu não sei qual é. Ele é um cara que tinha os rolos dele, mas, obviamente, não fui eu que internei ele lá e não fui eu que paguei a despesa. Não sei de onde veio esse dinheiro. Tem que perguntar para ele”.

O político comentou sobre o assessor do presidente, Tercio Arnaud Tomaz, que faria parte do chamado gabinete do ódio, responsável pela divulgação de fake news em redes sociais. Para ele, é legítimo que Tercio tenha atacado adversários e espalhado desinformação.

“Acho completamente legítimo. Campanha eleitoral é uma guerra política. Nós fomos alvos de ataques de adversários, então é natural que houvesse pessoas voluntárias, como era o caso dele e de vários outros, para defender e atacar o outro lado. Agora, se teve crime de ofensa à honra, tem que responder por isso. Não dá é para criar uma narrativa de que há uma coordenação, por parte nossa, de ataques a adversários. Hoje, com rede social, ninguém controla isso”.

O senador negou que a saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tenha por causa de uma interferência polícia na Polícia Federal: “Uma crítica completamente infundada”.

Para ele, Moro deixou o governo “porque percebeu que não havia um alinhamento ideológico, no tocante às armas, por exemplo, e que, com a saída dele, a produção do ministério subiu demais”.

Ao contrário de outros congressistas que não aceitam a “nova CPMF”, o parlamentar defendeu a proposta do ministério da Economia de criar um novo imposto.

“Temos que tirar o peso tributário de setores importantes para geração de empregos e substituir por esse imposto digital, que não será uma CPMF. O Paulo Guedes ainda não apresentou o texto final, mas já falou em redução da carga tributária sobre folha de pagamento e de aumentar o limite de isenção de imposto de renda. Acho o imposto digital atrativo, porque tira carga de quem gera emprego e dos mais pobres e aumenta a base de contribuintes e diminui a sonegação”.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.