O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) negou ter recebido informação privilegiada antes da deflagração da Operação Furna da Onça, do Ministério Público do Rio de... Flávio Bolsonaro negou ter recebido informações sigilosas sobre a Operação Furna da Onça

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) negou ter recebido informação privilegiada antes da deflagração da Operação Furna da Onça, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Federal (PF), em 2018.

O filho do presidente Jair Bolsonaro depôs na tarde desta segunda-feira (20), como testemunha do inquérito ao procurador da República Eduardo Benones, no gabinete dele no Senado, acompanhado da advogada Luciana Pires.

Flávio Bolsonaro declarou que, o ex-aliado e suplente da vaga dele no Senado, o empresário Paulo Marinho inventou “mentiras” sobre a operação. Em maio, Marinho disse à Superintendência da PF, no Rio de Janeiro, que um delegado teria vazado informações sobre a Furna da Onça, que teria, entre outros alvos, o senador e o ex-assessor dele, Fabrício Queiroz.

A Operação investigava desvio de dinheiro público, que deveria ser usado para o pagamento de servidores dos gabinetes de alguns deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), as chamadas “rachadinhas”. Os recursos eram embolsados pelos parlamentares. No caso de Flávio Bolsonaro, as movimentações financeiras eram operadas por Queiroz.

Hoje em Brasília, o senador disse que não fala com Marinho: “Ele está mais interessado na minha vaga do Senado do que tomar conta da própria vida. Ele é pré-candidato a prefeito do Rio pelo PSDB. As pessoas têm que entender que na vida pública tem que ser pelo próprio mérito, não querendo tacar pedra nos outros. Eu vou continuar trabalhando muito pelo Rio. Isso é página virada. Espero que o MPRJ e a PF tomem providências depois com relação a essas mentiras que ele inventou”.

A advogada Luciana Pires reafirmou que “não teve vazamento e que o senador nunca teve a informação de vazamento”.

O procurador Eduardo Benones disse que o senador confirmou ter se encontrado com o advogado Vitor Granado, na residência de Marinho, antes da deflagração da Operação Furna da Onça. Mas, ele negou “qualquer tipo de conversa por parte do advogado” sobre a operação da PF e do MPRJ.

O depoimento contradiz Paulo Marinho, que insistiu no suposto vazamento prévio da ação judicial-policial. De acordo com o empresário, um delegado da própria PF prometeu segurar essa operação para não atrapalhar o resultado do 2º turno da eleição presidencial.

Coincidentemente, em 2018, Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz escaparam de uma possível prisão. O ex-assessor, a mulher, Márcia Oliveira de Aguiar, e duas filhas, uma delas, Nathalia era funcionária do gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro, em Brasília, foram demitidos logo depois da deflagração da Operação Furna da Onça.

O procurador da República afirmou que as principais testemunhas do caso já foram ouvidas e que, na próxima etapa da investigação, ele vai ouvir os depoimentos dos policiais federais, agentes e delegados que participaram da Operação e tiveram acessos aos documentos apreendidos.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *