O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou a projeção para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas, do... FMI revisa PIB mundial em 2021 de -5,2% para 4,4% e projeta queda do PIB brasileiro de 5,8% em 2020

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou a projeção para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas, do mundo em 2020, de uma queda de 5,2% para 4,4%.

Para o Brasil, em junho, a estimativa prevista era de tombo de 9,1%, e agora foi revisada para uma retração de 5,8% para 2020.

De acordo com o relatório World Economic Outlook (Perspectivas para a Economia Mundial) divulgado nesta terça-feira (13), a projeção para 2021 é de um crescimento da 5,2% da economia mundial contra 5,4% em junho.

Se confirmado, o PIB mundial para o ano que vem ficaria 0,6 ponto percentual acima do patamar de 2019.

A projeção para o PIB brasileiro de 2021 é de um aumento de 2,8%.

A China é o único país que deverá fechar 2020 com um crescimento de 1,9%

As maiores quedas previstas são a da Argentina (-11,8%) e da Índia (10,3%), mas, para o ano que vem, a Argentina deverá ter uma recuperação maior (4,9%) do que o Brasil.

Já a Índia poderá ser o país com maior crescimento (8,8%) no mundo em 2021.

O FMI explicou que a melhora das projeções de desempenho se deve aos resultados melhores do que o esperado do PIB das principais economias no segundo trimestre, ao retorno ao crescimento mais forte do que o estimado da China; e aos sinais de recuperação mais rápida no terceiro trimestre.

Segundo o Fundo, os resultados poderiam ter sido piores não fossem pelas respostas fiscais, monetárias e regulatórias “consideráveis, rápidas e sem precedentes”, que mantiveram o rendimento das famílias, protegeram o fluxo de caixa das empresas e incentivaram a disponibilidade de crédito.

“Coletivamente, essas ações preveniram até o momento a repetição da catástrofe financeira de 2008 e 2009”, avalia o FMI.

Porém, a retomada deverá ser longa, desigual e incerta, com piora de estimativas significativas para alguns países emergentes e em desenvolvimento, onde há avanço dos números da pandemia.

“Essas recuperações desiguais pioram significativamente as perspectivas para uma convergência global dos níveis do mundo”, diz o relatório.

Por isso, a organização alerta para avanços na pobreza extrema e na desigualdade. “Não apenas a incidência de casos de pobreza extrema aumentou pela primeira vez em mais de duas décadas, mas a desigualdade deve crescer, porque a crise afetou desproporcionalmente mulheres, trabalhadores informais e aqueles com baixo nível de escolaridade”.

O FMI defende que os governos aumentem a progressividade de suas cargas tributárias como uma forma de lidar com o crescimento do endividamento público, resultado das medidas de resposta à pandemia.

“Embora instituir novas medidas do lado da receita possa ser difícil, os governos devem considerar aumentar impostos progressivos sobre indivíduos mais afluentes e aqueles relativamente menos afetados pela crise (incluindo aumento de taxas para faixas de renda mais altas, propriedades de luxo, ganhos de capital, e fortunas), bem como mudanças na tributação corporativa para garantir que empresas paguem impostos proporcionais”.

Outras medidas na área tributária recomendadas são a redução de incentivos fiscais para empresas, a imposição de limites para deduções de imposto de renda para pessoas físicas e a criação de impostos sobre valor agregado onde ele ainda não existe – caso do Brasil, onde a criação de um IVA está parada no Congresso.

Equipe TV Democracia

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