As fortunas dos 42 homens mais ricos do Brasil aumentaram US$ 34 bilhões (cerca de R$ 177 bilhões) durante a pandemia. É o que... Fortunas dos 42 homens mais ricos do Brasil aumentaram US$ 34 bilhões depois da pandemia

Joseph Safra

As fortunas dos 42 homens mais ricos do Brasil aumentaram US$ 34 bilhões (cerca de R$ 177 bilhões) durante a pandemia. É o que revela a pesquisa Quem Paga a Conta? – Taxar a riqueza para Enfrentar a Crise da Covid na América Latina e Caribe, divulgada pela organização não governamental Oxfam nesta segunda-feira (27).

De acordo com o levantamento feito entre 18 de março e 12 de julho, a soma do patrimônio dos bilionários subiu de US$ 123,1 bilhões (cerca de R$ 629 bilhões) para US$ 157,1 bilhões (mais de R$ 839,4 bilhões.

A Oxfam usou a lista anual dos mais ricos elaborada pela revista Forbes para fazer a pesquisa. Entre eles, o primeiro do ranking, o banqueiro Joseph Safra, com fortuna avaliada em US$ 25,5 bilhões (cerca de R$ 127,5 bilhões), e o segundo, o empresário Jorge Paulo Lemann (US$ 22,8 bilhões – cerca de R$ 114 bilhões), dono da maior cervejaria do mundo, a AB-Ambev, entre outros negócios.

Jorge Paulo Lemann

A pandemia também não afetou os 73 bilionários da América Latina e Caribe. Eles lucraram US$ 48,2 bilhões no período. É o que equivalente a um terço do total  de todos os recursos destinados aos programas de recuperação econômica de todos os países da região.

“A Covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar”, comentou a a diretora executiva da ONG, Katia Maia.

Outro dado impressionante é, que a cada duas semanas surge um bilionário na região. Desde março, já são oito novos bilionários.

Por outro lado, o impacto do coronavírus na economia é cruel para as populações mais vulneráveis. O Banco Mundial estima que, 50 milhões de latino-americanos vão cair para a extrema pobreza no final de 2020. Já a Organização Mundial do Trabalho (OIT) registrou 41 milhões de desempregados na região.

A Oxfam sugere que os governos adotem sistemas tributários mais progressivos e tributem os bilionários com impostos extraordinários.

Equipe TV Democracia

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