(Assista a notícia) O primeiro caso oficial na França foi registrado em 24 de janeiro Por Jamil Chade para a TV Democracia, com base...

(Assista a notícia) O primeiro caso oficial na França foi registrado em 24 de janeiro

Por Jamil Chade para a TV Democracia, com base em sua coluna no UOL

Diante da descoberta de um caso positivo do coronavírus na França em dezembro, a OMS sugere aos governos e autoridades sanitárias que olhem para a possibilidade de identificar registros anteriores à declaração oficial da emergência, em janeiro. A informação é do jornalista Jamil Chade, correspondente da TV Democracia na Europa e colunista do UOL.

Nesta semana, médicos franceses indicaram que, ao voltar a testar amostras de pacientes, encontraram provas de que pelo menos uma pessoa teria sido contaminada pela doença, ainda no dia 27 de dezembro.

Um hospital francês de um subúrbio de Paris que voltou a testar amostras de pacientes com pneumonia foi surpreendido com o resultado de que um dos pacientes tinha o coronavírus um mês antes do primeiro caso oficial no país europeu.

Na França, o primeiro caso oficial é de 24 de janeiro. Oficialmente, os casos apenas teriam desembarcado na Europa em janeiro e o primeiro alerta por parte dos chineses ocorreu no dia 31 de dezembro.

Para a OMS, tal descoberta não surpreende, já que turistas e viajantes poderiam ter feito o trajeto para a Europa em 2019, antes da declaração primeira do surto.

Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, sugere que governos olhem até mesmo para eventuais casos em novembro. “Isso nos vai ajudar a ter uma nova perspectiva”, indicou. “Isso pode nos ajudar a ver o potencial de circulação do vírus”, disse.

A descoberta francesa ameaça ampliar as críticas contra o governo da China, acusado de ter agido com lentidão e tentado abafar os casos iniciais. Pequim rejeita tal acusação.

O governo americano também insiste que o vírus teria vindo de um laboratório em Wuhan. Para a OMS, tal informação não foi entregue pela Casa Branca para a agência e, portanto, a acusação por enquanto não passaria de “especulação”.

No mês passado, a OMS passou a ser alvo de críticas do governo americano, por sua suposta proximidade ao governo chinês. Uma das consequências foi o corte de recursos de Washington para o orçamento regular da agência de Saúde.

Fabio Pannunzio

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