O fundador da rede varejista Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, já está em liberdade. Ele foi solto pela Justiça na tarde desta quinta-feira (9), em... Fundador da Ricardo Eletro é liberado pela Justiça

O fundador da rede varejista Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, já está em liberdade. Ele foi solto pela Justiça na tarde desta quinta-feira (9), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Ricardo Nunes, a filha Laura e o diretor-superintendente do grupo, Pedro Daniel, foram presos na Operação Direto com o Dono, acusados de sonegação de cerca de 380 milhões em ICMs e lavagem de dinheiro. Laura e o executivo foram soltos nesta quarta-feira.

A Operação deflagrada ontem (8), pela força-tarefa da Receita (MG), Ministério Público (MPMG) e da Polícia Civil, cumpriu 3 mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Ricardo Nunes foi preso em São Paulo e levado de avião para Belo Horizonte. Ele passou a noite no Centro de Remanejamento de Presos, em Contagem, na região metropolitana.

O empresário depôs por 3h ao MPMG e o advogado dele, Sérgio Leonardo, disse que Ricardo Nunes respondeu todas as perguntas. Ele prometeu dar explicações numa “live”, em rede social, na próxima segunda-feira (13).

Segundo as investigações, há quase uma década, a Ricardo Eletro cobrava dos consumidores o ICMS embutidos nos produtos, mas não repassava os valores à Fazenda de Minas Gerais. No mesmo período, o patrimônio pessoal de Ricardo Nunes cresceu substancialmente.

Na operação, os bens imóveis dele avaliados em R$ 60 milhões foram bloqueados pela Justiça para ressarcimento da dívida. Para fugir do fisco, Ricardo Nunes colocou os bens em nomes de parentes. Uma conta nas ilhas britânicas estava em nome da mãe dele, de quase 80 anos. Ela será intimada a depor na Justiça.

O coordenador da Ordem Econômica e Tributária de Contagem, Gustavo Sousa Franco, disse que há indícios claros de que Ricardo Nunes, mesmo tendo se desligado formalmente da rede varejista, em outubro de 2015, ainda continuava na administração do negócio, “de modo que todas essas operações de blindagem patrimonial serviam apenas para ocultar o proveito econômico dos delitos”.

De acordo com a força-tarefa, a pena do crime tributário pode chegar a 2 anos de reclusão, e a pena por lavagem de dinheiro varia de 3 a 10 anos de prisão.

O caso chamou a atenção de promotores de outros estados, onde a Ricardo Eletro tem lojas e dívidas. Há suspeita de que o esquema de sonegação de impostos teria sido reaplicado.

A primeira loja da Ricardo Eletro abriu na cidade mineira de Divinópolis, em 1989. Em pouco mais de 10 anos, a empresa era uma das dez maiores redes de varejo de eletroeletrônicos do país. Em 2010, já era a terceira.

Em 2011, Ricardo Nunes foi condenado à prisão pela Procuradoria-Geral da República. Ele foi denunciado por corrupção ativa ao pagar propina a um auditor da Receita e assim evitar uma autuação na empresa. O empresário recorreu da decisão.

Em 2018, a Ricardo Eletro entrou em recuperação extrajudicial e em 2019, foi vendida ao fundo de investimentos e reestruturação Starboard.

Em nota, a Starboard informou que Ricardo Nunes e familiares não fazem parte do quadro de acionistas e nem mesmo da administração da empresa desde 2019. O fundo também declarou que vem trabalhando para superar as crises financeiras que assolam a companhia desde 2017.

Sobre a Operação Direto com o Dono, a Starboard afirmou que ela faz parte de processos anteriores a gestão atual da companhia e dizem respeito a supostos atos praticados por Ricardo Nunes e familiares. Ela encerra a nota, se colocando à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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