O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) é um dos alvos de uma operação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal... Governador de SC é alvo de operação da PF e do MPF sobre fraude na compra de respiradores

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) é um dos alvos de uma operação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30).

Cinco mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo ministro Benedito Gonçalves do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o mesmo que afastou Wilson Witzel (PSC-RJ) do governo do Rio de Janeiro por 180 dias.

A residência oficial do governador foi um dos endereços onde os agentes públicos cumpriram os mandados de busca e apreensão.

Carlos Moisés é suspeito de participação num esquema de compra irregular de 200 respiradores, sem licitação, por R$ 33 milhões pagos antecipadamente pelo governo catarinense à empresa Veigamed, em março.

O pagamento antecipado não garantiu a entrega dos equipamentos ao estado.

Dos 200 respiradores, 50 foram confiscados pela Receita Federal por irregularidades na documentação.

Depois, eles foram entregues ao governo de Santa Catarina, mas não foram utilizados no tratamento de pacientes com Covid-19 e apenas em ambulâncias.

O secretário estadual da Saúde alegou a medida porque os respiradores não serviam para os hospitais e vieram fora das especificações encomendadas.

“Há elementos que demonstram a constituição de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público”, informou o MPF.

O caso é apurado pela PF desde agosto.

Há suspeitas de vários crimes: fraude à licitação, peculato, corrupção, concussão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A compra dos equipamentos sem licitação é motivo de dois dos três pedidos de impeachment do governador que estão em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Outro caso de irregularidade no setor de saúde é o que trata do processo de contratação do hospital de campanha de Itajaí, que acabou sendo cancelado.

Carlos Moisés e o governo não haviam se manifestado sobre a operação de hoje até às 11h.

Ele poderá ser afastado do cargo em outubro, quando deverá ser julgado por crime de responsabilidade na concessão de aumento salarial aos procuradores do estado em 2019.

O reajuste também serviu para os próprios vencimentos dele e da vice-governadora, Daniela Reinehr.

Equipe TV Democracia

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