A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a Operação Calvário que apura supostas irregularidades na saúde e na educação na... Governador e ex-governador da Paraíba são alvos de operação da PF e do MPF

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a Operação Calvário que apura supostas irregularidades na saúde e na educação na Paraíba, nesta terça-feira (27).

Mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Francisco Falção, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram cumpridos na Paraíba, Brasília e Sergipe.

Um dos alvos é o ex-governador paraibano, Ricardo Coutinho (PSB-PB, à esquerda da foto), que é candidato à prefeitura da capital João Pessoa, apontado como líder de uma organização criminosa.

Além dele, o atual governador, João Azevêdo (Cidadania-PB, de faixa) e três conselheiros do Tribunal de Contas do estado da Paraíba (TCU-PB) fariam parte do esquema de desvio de dinheiro público na saúde e educação do estado.

Segundo as investigações, as fraudes teriam começado em 2011 com a contratação de organizações sociais para administrar recursos públicos destinados a hospitais.

Elas teriam direcionado concorrências para determinados fornecedores que, posteriormente, repassavam parte do valor para agentes públicos.

Em 2019, houve buscas e apreensões que culminaram com a determinação do STJ de afastar dois conselheiros do TCU-PB dos cargos.

As apurações se baseiam em delação premiada de um empresário ligado a duas entidades envolvidas no caso.

Os crimes de lavagem de capitais teriam sido praticados pelo conselheiro Arthur Paredes Cunha Lima e por pessoas do grupo empresarial ligado a uma das organizações sociais.

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, também pediu a imposição de medidas cautelares a um advogado investigado pelo esquema.

Entre elas, a suspensão do exercício da atividade profissional perante o TCU-PB e em contratos públicos, e a proibição de frequentar as dependências do tribunal.

Ela determinou o bloqueio de bens dos investigados em até cerca de R$ 23,4 milhões para ressarcimento de danos morais e materiais.

O pedido foi aceito pelo ministro Francisco Falcão.

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