O Brasil registrou 173.229 mortes e 6.344.345 casos de Covid-19 até às 13h desta terça-feira (1º). Os dados foram levantados pelo consórcio de veículos... Governo Bolsonaro só vai anunciar plano de imunização quando houver vacina

O Brasil registrou 173.229 mortes e 6.344.345 casos de Covid-19 até às 13h desta terça-feira (1º).

Os dados foram levantados pelo consórcio de veículos de imprensa.

Entre os pacientes, está a atriz Nicette Bruno, de 87 anos, que está internada em um hospital do Rio de Janeiro.

O quadro clínico dela piorou e ela precisou ser entubada.

Enquanto isso, o governo federal segue devagar no combate à pandemia.

Como se não bastasse o estoque de milhões de testes  próximos do prazo de validade, que estão parados em um galpão em Guarulhos (SP), o plano nacional de imunização ainda não está pronto.

Nesta terça-feira (1º), o secretário de Vigilância em Saúde do ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que o plano só ficará pronto quando a vacina for autorizada para uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ele deu uma pista de que o governo deverá optar pelas vacinas desenvolvidas pela Universidade Oxford (Reino Unido) e pelo laboratório anglo-sueco AstraZeneca ou a Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan de São Paulo.

São medicamentos que podem ser armazenados em freezers comuns, ao contrário das vacinas das farmacêuticas americanas Pfizer e Moderna, que precisam ser guardadas em temperaturas muito baixas.

“Desejamos que a vacina seja fundamentalmente termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus, porque a nossa rede de frios é montada e estabelecida com essa temperatura”, afirmou Medeiros.

A taxa de transmissão (Rt)  da Covid-19 caiu de 1,30, a maior desde maio, para 1,02 no Brasil.

A informação foi dada nesta terça-feira (1º) pelo Imperial College de Londres.

Ou seja, cada 100 pessoas infectadas transmitem o coronavírus para outras 102.

Pela margem de erro, a Rt pode ser de até 1,11 ou cair para 0,94.

Isso significaria que cada 100 pessoas contaminadas infectariam outras 111 ou 94, respectivamente.

Os pesquisadores do Imperial College sempre alertam que os resultados devem ser analisados com cautela, já que as notificações de casos e mortes por Covid-19 no Brasil não são confiáveis.

O ideal é que o Rt, o “ritmo de contágio” fique abaixo de 1, o que é um indicador da diminuição do potencial de contágio de um vírus.

Quando fica acima de 1, é sinal de que cada infectado transmite o vírus para mais de uma pessoa e a doença avança.

Também nesta terça-feira (1º), a Universidade de São Paulo (USP) começou a oferecer um teste de diagnóstico da Covid-19 por meio da saliva.

É uma alternativa mais barata do que o exame RT-PCR, aquele que coleta amostras pelo nariz e pela garganta.

No Brasil, há outros dois testes por meio da saliva. Um é vendido pelo laboratório de genômica Mendelics e outro está sendo desenvolvido por cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG).

O exame da USP será oferecido inicialmente por moradores da capital paulista com preços de R$ 90 para quem fizer a coleta no Centro de Pesquisas e Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH) ou R$ 150 para quem fizer a autocoleta e enviar a amostra para análise por um serviço de retirada e entrega.

O resultado sai em 24h.

Os interessados precisam se cadastrar no site do CEGH – http://www.genomacovid19.ib.usp.br/

Por enquanto a USP espera realizar 90 testes por dia.

A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado  de São Paulo (Fapesp) e pela JBS.

Mais de mil pessoas foram testadas antes do método ser aprovado pela Anvisa.

A tecnologia é baseada na técnica molecular utilizada para o diagnóstico de doenças infecciosas, como dengue, chikungunya, hepatite A e zika.

 

Equipe TV Democracia

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