O governo Bolsonaro só vai se manifestar sobre o resultado das eleições presidenciais quando Donald Trump reconhecer a derrota para Joe Biden. Mesmo que... Governo Bolsonaro só vai se manifestar sobre eleições dos EUA se Trump reconhecer derrota

O governo Bolsonaro só vai se manifestar sobre o resultado das eleições presidenciais quando Donald Trump reconhecer a derrota para Joe Biden.

Mesmo que o democrata garanta os 270 votos do colégio eleitoral, Brasília vai se mostrar leal ao atual presidente.

É o que informou o correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, nesta quinta-feira (5).

A alegação do Itamaraty é que, se Trump entrar na Justiça para se garantir no poder, enquanto o processo não tiver sido concluído, não poderia se antecipar a uma decisão interna de outro país.

Não foi esta a postura do presidente Bolsonaro em relação a outros países.

Ele apoiou ostensivamente o presidente derrotado da Argentina, Mauricio Macri, criticou as manifestações no Chile e se envolveu nas crises políticas da Bolívia e da Venezuela.

Em relação aos EUA, é mais um capítulo da subserviência do governo ao aliado Trump, mesmo que ela não tenha trazido resultados favoráveis ao Brasil.

Por exemplo, o país precisou importar etanol e produtos siderúrgicos americanos para que o republicano conquistasse votos dos setores agrícolas e do aço, causando prejuízos para produtores brasileiros.

Em plena campanha presidencial americana, o governo Bolsonaro autorizou uma visita do secretário de Estado, Mike Pompeo, à Roraima, na fronteira com a Venezuela.

A viagem de Pompeo era parte de um plano da Casa Branca para ganhar os votos latinos na Flórida.

Recentemente, o Brasil apoiou uma iniciativa do governo Trump de criar uma aliança global ultraconservadora contra o aborto e em defesa da “família”, que neste caso não incluí as minorias LGBTI.

Segundo Chade, há duas justificativas para o governo brasileiro não se manifestar sobre a quase certa vitória de Biden.

Uma delas é que se Trump vencer nas urnas ou nos tribunais, a Casa Branca poderá reconhecer a lealdade de quem sempre esteve ao seu lado, mesmo quando havia risco de derrota.

A outra desculpa é a de sobrevivência política.

Caso Biden vença, o Brasil ficaria numa situação incômoda no mundo pelo alinhamento incondicional a Trump, com a possibilidade de que, os principais autores desta estratégia sejam obrigados a deixar o governo.

Entre eles, o chanceler Ernesto Araújo, que antes mesmo de assumir o cargo, apostava em Trump como a pessoa que resgataria o Ocidente de uma crise de valores, entre outros delírios publicados em um texto.

Mesmo sem provas, o presidente americano tem denunciado fraude na eleição. Tese encampada por Bolsonaro e pelos filhos, que até fizeram paralelo com os futuros pleitos eleitorais no Brasil.

Uma missão internacional de mais de 100 observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) já anunciou que a denúncia de fraude é “infundada”.

A OSCE é uma entidade formada por países do Ocidente que promove a democracia, direitos humanos e liberdade de imprensa na Europa.

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