O Brasil chegou a 169.569 mortes e 6.090.197 casos de Covid-19. Entre os novos infectados está o ministro da Justiça e Segurança Pública, André... Governo é cobrado pelo TCU por não apresentar plano de vacinação contra Covid-19 desde agosto

O Brasil chegou a 169.569 mortes e 6.090.197 casos de Covid-19.

Entre os novos infectados está o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. Ele passa bem e já está cumprindo isolamento em casa.

Os números do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às 13h desta terça-feira (24).

O governo Bolsonaro recorreu contra a decisão de agosto do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinava a apresentação de um plano de vacinação contra a Covid-19.

O prazo terminou na semana passada.

De acordo com o jornal Valor Econômico desta terça-feira (24), a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com um recurso em setembro, alegando um erro do TCU de colocar a Casa Civil como um dos órgãos responsáveis pelo planejamento para compra, produção, logística e distribuição das doses de vacina.

Segundo a AGU, como tudo isso é função exclusiva do ministério da Saúde, a decisão do tribunal precisa ser alterada.

O recurso deverá ser julgado pelo plenário nos próximos dias, e a tendência é que seja negado.

Apesar disso, o governo ganhará mais tempo para apresentar um plano de imunização, que precisará definir grupos prioritários, estoque de insumos, treinamento de profissionais, transportes, entre outros pontos.

Por enquanto, há apenas projetos sem maiores detalhes.

Por exemplo, o ministério da Saúde prevê o início da vacinação a partir de janeiro do ano que vem, quando as duas vacinas já negociadas, a Coronavac e a Oxford, estarão liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem aplicadas na população.

A pasta dirigida pelo general Eduardo Pazuello também precisa definir o número de doses necessárias para a campanha de imunização.

Ontem (23), ela informou que negocia a compra de 186 milhões de doses de diversos fornecedores e que elas serão distribuídas para todos os estados.

Faltam detalhes de quantas pessoas dos grupos prioritários já definidos (profissionais da saúde e idosos) serão imunizadas, perfis dos grupos de risco e o cronograma de vacinação ao longo do ano que vem.

O ministério da Saúde também precisa responder ao Ministério Público e à comissão mista do Congresso sobre a destinação do estoque de quase 7 milhões de testes de detecção de Covid-19, com prazo de validade até janeiro, que está em um galpão no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Ontem (23), o presidente Jair Bolsonaro atribuiu o encalhe aos estados e municípios.

Nesta terça-feira (24), a comissão do Congresso que acompanha as ações de combate à pandemia aprovou convite para que Pazuello explique esse caso dos testes e as reuniões com as farmacêuticas que desenvolvem vacinas contra Covid-19.

Equipe TV Democracia

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