A União vai comprar 46 milhões de doses da Coronavac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan,... Governo federal vai comprar 46 milhões de doses da Coronavac: investimento é de R$ 2,6 bilhões

A União vai comprar 46 milhões de doses da Coronavac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

O investimento será de R$ 2,6 bilhões até janeiro.

O anúncio foi feito nesta terça-feira, depois de uma reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e 24 governadores.

Entre eles, o de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), cujo governo cobrava a mesma atenção para a Coronavac que o ministério da Saúde dá para a vacina Oxford.

Ambas dependem de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e são consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), entre as mais promissoras no combate à Covid-19.

Além da Oxford e da Coronavac, o Brasil também vai receber medicamentos da Covax Facility, a aliança liderada pela OMS para a produção e distribuição equitativa de vacinas.

Somadas, o governo terá 186 milhões de doses até o primeiro semestre do ano que vem.

Como a maioria dos produtos exige duas doses, serão 93 milhões de pessoas beneficiadas neste momento.

Pazuello disse que as doses serão distribuídas a todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que há décadas já garante o sucesso das campanhas nacionais de vacinação.

“Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, prometeu.

Ontem (19), o governo paulista divulgou os resultados preliminares da terceira fase de testes da Coronavac em 9 mil voluntários brasileiros.

Ela não apresentou efeitos colaterais graves e somente reações diversas leves em 35% dos participantes, o que é sinal de segurança da vacina.

Como é praxe, a pesquisa ainda precisa ser publicada em revista científica.

O governo de São Paulo deve apresentar os estudos sobre a eficácia da vacina até o final do ano.

A data de início da imunização em massa, que ia começar com profissionais da saúde no dia 15 de dezembro, foi suspensa.

O governo paulista vai investir US$ 90 milhões na compra de 46 milhões de doses.

O primeiro lote de 6 milhões de doses deverá vir da China e os outros 40 milhões serão envasados pelo Instituto Butantan até o final do ano.

Segundo o diretor da instituição, Dimas Covas, a produção no Brasil vai começar este mês e a distribuição dependerá do registro na Anvisa para ser feita.

A previsão é de 60 milhões de doses até fevereiro de 2021.

Se houver recursos do governo federal, o total pode chegar a 100 milhões.

Doria é a favor da vacinação obrigatória em todo o estado de São Paulo.

Bolsonaro declarou que é contra a obrigatoriedade e que caberá ao ministério da Saúde definir a questão.

Equipe TV Democracia
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