Por Rafael Bruza * com informações do UOL Na noite desta quarta-feira (22), o Ministério da Cidadania, chefiado por Onyx Lorenzoni, anunciou que não...

Por Rafael Bruza * com informações do UOL

Na noite desta quarta-feira (22), o Ministério da Cidadania, chefiado por Onyx Lorenzoni, anunciou que não vai antecipar a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600, como havia sido prometido anteriormente pelo ministro e anunciado pela Caixa Econômica Federal.

A pasta aponta a alta procura e a falta de recursos no Orçamento como motivo do recuo. Também afirmou que será necessário solicitar crédito suplementar para realizar os pagamentos.

“Tanto o Ministério da Cidadania quanto a Caixa manifestaram seu desejo de antecipar o pagamento da segunda parcela. No entanto, devido ao alto número de informais cadastrados e a determinação do governo em não deixar ninguém para trás, todas as expectativas foram superadas e tornou-se imperativo solicitar crédito suplementar para poder completar o atendimento a todos”, disse a pasta, em nota à imprensa.

O governo havia prometido o início dos pagamentos da segunda parcela do auxílio de R$ 600 para esta quinta-feira (23). Mas recuou. Cerca de 12 milhões de trabalhadores ainda não receberam a primeira parcela do auxílio.

De acordo com a assessoria da Caixa, para os beneficiários do Bolsa Família, como se trata ainda da primeira parcela, o cronograma segue mantido e nesta quinta poderão receber beneficiários com último dígito do NIS igual a 5.

“É importante frisar que o objetivo é garantir o atendimento a todas as pessoas elegíveis de acordo com a lei aprovada. Desta forma, após a definição da suplementação orçamentária a ser feita pelo Ministério da Economia, iremos completar o atendimento da primeira parcela e anunciar o calendário de pagamento da segunda parcela do Auxílio-Emergencial no mês de maio. Todos os que forem elegíveis de acordo com a lei irão receber”, diz a nota do ministério.

O Ministério da Cidadania ainda argumenta que seguiu uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) sobre as dificuldades de recursos para os pagamentos.

“Cabe registrar que o recurso disponível para cada uma das três parcelas é de R$ 32,7 bilhões, já foram transferidos R$ 31,3 bilhões, e ainda serão avaliados cerca de 12 milhões de cadastros para a primeira parcela. Recebemos uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) a este respeito”, afirma.

O ministério comandado por Onyx afirma ainda que enviou hoje uma nota técnica para solicitar ao Ministério da Economia a previsão para uma suplementação orçamentária o mais rápido possível.

“Em virtude disso, por fatores legais e orçamentários, pelo alto número de requerentes que ainda estão em análise, estamos impedidos legalmente de fazer a antecipação da segunda parcela do Auxílio-Emergencial”, diz o texto.

O presidente Jair Bolsonaro e o mnistro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni

Fabio Pannunzio

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