“Som de um passado distante”. Assim o ministro da Economia, Paulo Guedes, definiu o tombo histórico de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB), a... Guedes compara tombo recorde do PIB a “som de um passado distante” e prevê recuperação rápida da economia

“Som de um passado distante”.

Assim o ministro da Economia, Paulo Guedes, definiu o tombo histórico de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, do 2º trimestre.

“Como a luz das estrelas que vemos foram emitidas há milhões de anos atrás, o que você vê [no resultado do PIB] é um registro do passado com esse som que ouvimos agora”, afirmou Guedes, durante audiência pública com senadores nesta terça-feira (1º).

O PIB foi divulgado horas antes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e coloca oficialmente o país em recessão técnica, efeito da crise da pandemia do coronavírus na economia brasileira nos dois primeiros trimestres do ano.

No entanto, o ministro está otimista: “O Brasil já está voltando [a crescer]” e a retomada será mais rápida.

Guedes disse que, os economistas estão estimando uma queda do PIB, para esse ano fechado, em torno de 4% a 5%, bem menor do que o registrado no segundo trimestre.

Ele ressaltou que a crise não acabou e pediu a aprovação das reformas pelo Congresso: “Nosso Congresso continua trabalhando incessantemente. Aprovamos o saneamento. Semana que vem vamos para o gás natural. O choque de energia barata, o setor elétrico, cabotagem, reforma tributária. Começou a andar também. Vem aí a reforma administrativa, aprovada hoje pelo presidente, vem na Câmara na quinta-feira”, declarou o ministro.

Guedes afirmou que a economia brasileira é uma das que apresentam melhor reação aos efeitos da pandemia e pediu que despesas temporárias criadas no combate ao coronavírus não sejam transformadas em permanentes, como, por exemplo, reajuste de servidores.

“Não podemos deixar [despesas provisórias] virarem aumento de salários do funcionalismo. Se virar, na mesma hora os juros futuros começam a subir, e eles sinalizam o que vai acontecer amanhã. Hoje, estamos com juros de 2% ao ano, mas os juros futuros já estão a 9%. Estão achando que vamos nos perder no caminho, e que não teremos a disciplina de voltarmos ao caminho”, alertou.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, também não se assustou com o tombo do PIB.

“Isso aí já estava na conta, né. Agora, a gente sabe que no terceiro trimestre nós vamos ter uma elevação do PIB, uma previsão de mais de 5% de se elevar”.

O desempenho negativo da economia brasileira também já era esperado por analistas do mercado, conforme levantamento da Austin Ratings.

A pesquisa confirmou que o PIB brasileiro caiu menos do que o de outros países latino-americanos e da zona do euro.

Peru (-27,2%), Reino Unido (-20,4%), Espanha (-18,5%), México (-17,3%), Colômbia (-14,9%), França (-13,8%) e Chile (-13,2%) tiveram piores desempenhos do que o Brasil (-9,7%), que igualou ao PIB alemão, ficou um pouco pior do que o dos EUA (9,1%).

Apenas a Índia (0,7%) e a campeã China (11,5%) tiveram PIBs positivos.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.