O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que o governo federal tivesse intenção de privatizar o Sistema Único de Saúde, o que chamou de... Guedes diz que seria “insanidade” a privatização do SUS

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que o governo federal tivesse intenção de privatizar o Sistema Único de Saúde, o que chamou de “insanidade”.

A declaração foi dada à comissão mista de acompanhamento das medidas de combate à pandemia do Congresso nesta quinta-feira (29).

“Jamais esteve sob analise privatizar o SUS, seria uma insanidade falar isso. Seria como o setor privado ajudar. Vamos fazer o que o setor privado pode fazer. Não entrou em nossa consideração invadir a área de saúde para privatizar, jamais”.

Guedes também destacou a “decisiva importância” do SUS na pandemia.

“Mostrou durante a crise porque é decisivo e porque foi um passo acertado, essa ferramenta poderosa de um sistema descentralizado de saúde. Sobre o decreto, seria um contrassenso privatizar o SUS”.

O ministro explicou que a ideia do decreto assinado por ele e pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (27) era a de promover estudos para trazer capital privado para terminar unidades básicas de Saúde (UBS) e unidades de pronto atendimento ao público (UPA).

“Podemos terminar a obra, não gasta com obra, com equipamento, e você dá um cheque. Como se fosse um voucher em saúde. E a pessoa seria atendida, melhor do que não ter. Possivelmente, foi esse o curso natural [da proposta]”.

Guedes revelou que a ideia partir da secretária especial do programa de privatizações, Martha Seillier, com o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento à população.

Ele classificou às críticas à proposta de “guerra ideológica que tanto prejudica o país”.

“Foi uma iniciativa da Martha que chega e fala assim: ‘Podemos fazer assim?’. Se vamos botar em funcionamento 4,5 mil unidades básicas de saúde e 168 unidades de pronto atendimento, fica muito mais barato para nós. A gente gasta em atendimento, pagando as consultas. Deixo bem esclarecido isso. Ideia é como aumentar o acesso universal, como dar um voucher em saúde, educação. Porque o setor público não tem capacidade de atender todo mundo”.

Segundo o ministério da Saúde, há mais de 4 mil UBS com obras inacabadas, onde o SUS investiu R$ 1,7 bilhão.

Ontem (28), em nota, o ministério da Economia disse que a autorização para a inclusão das UBS no programa de privatização partiu do ministério da Saúde.

Horas depois, o presidente revogou o decreto, mas, numa rede social, alegou que “em momento algum sinaliza para a privatização do SUS”

No entanto, a ideia não está totalmente descartada: “Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo decreto o mesmo poderá ser reeditado”.

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