O ministro da Economia, Paulo Guedes disse que está “bastante frustrado” por não ter feito a venda de nenhuma estatal durante o governo Bolsonaro... Guedes lamenta não ter feito nenhuma privatização e culpa o Congresso

O ministro da Economia, Paulo Guedes disse que está “bastante frustrado” por não ter feito a venda de nenhuma estatal durante o governo Bolsonaro e, sem citar nomes, acusou o Congresso de impedir as privatizações.

Para reverter isso, ele propôs a recomposição da base parlamentar do governo no Congresso.

A venda de estatais fez parte do programa do então candidato à presidência, Jair Bolsonaro.

A expectativa de Guedes era promover quatro grandes estatizações em 2020: Eletrobras, Correios, Porto de Santos e a Pré-Sal Petróleo.

Nenhuma delas foi a leilão este ano.

Nesta terça-feira (10), Guedes participou de um evento promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Além de dizer que estava “bastante frustrado com o fato de a gente estar aqui há dois anos e não ter conseguido vender uma estatal”, o ministro lembrou da saída do ex-secretário de Desestatização, Salim Mattar, em agosto.

Na ocasião, Mattar reclamou da lentidão do processo de privatização que não conseguia avançar.

Hoje (10), o ministro elogiou o substituto, Diogo Mac Cord de Faria: “Ele tem muita determinação e mais juventude. Quem sabe ele aguenta o tranco e vai conseguir entregar mais. Ele só tem que fazer um gol para ganhar, porque, no outro, não fizemos nada”.

Ele criticou os “acordos políticos” que impedir a venda de estatais no Congresso.

“Devemos à democracia essa transformação do Estado. Essa missão está acima da política partidária, está acima disso tudo, que inclusive impediu que nós avançássemos. Acordos políticos impedindo as privatizações, de um governo liberal democrata que foi eleito e que falou o tempo inteiro que ia privatizar. E aí tem acordo político, de repente, na Câmara e no Senado que não deixa privatizar. Que história é essa? Então precisamos recompor nosso eixo político para conseguirmos fazer as privatizações prometidas durante a campanha”.

Guedes enfatizou a importância da venda das estatais, cujos recursos poderiam ser utilizados para baixar a dívida pública e economizar no pagamento de juros, que somam de R$ 300 bilhões a R$ 400 bilhões ao ano.

De acordo com o ministro, o Brasil tem cerca de R$ 2 trilhões em ativos, sendo que R$ 700 bilhões em estatais e R$ 1,2 trilhão em imóveis.

“A ideia era só para dizer que o Brasil era um país que tinha R$ 4 trilhões de dívida, mas que tinha R$ 2 trilhões de ativos. E ele carrega estatais e imóveis ineficientes. Tem imóvel que o mato está subindo, está engolindo tudo, está perdendo valor econômico da propriedade, só que há uma dívida do outro lado. E que foi de dois dígitos durante décadas”.

Com as privatizações, ele garante que haveria dinheiro para um programa de transferência de renda para os mais pobres, como o Renda Brasil, que substituiria o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial.

Equipe TV Democracia

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