O número de mortes passou de 113 e há mais de 4 mil feridos. Há mais de 100 pessoas desaparecidas sob os escombros causados...

O número de mortes passou de 113 e há mais de 4 mil feridos. Há mais de 100 pessoas desaparecidas sob os escombros causados pela força da explosão da tarde desta terça-feira (4), no porto de Beirute, a capital do Líbano.

Um homem de 27 anos foi resgatado vivo nesta quarta-feira (5) após 16h debaixo de ruínas.

O governo calcula prejuízos superiores a US$ 1 bilhão. O país atravessa uma grave crise política e econômica que, agora, piora ainda mais com a tragédia.

O sistema de saúde, que já estava em dificuldades com o aumento de casos de coronavírus, perdeu três hospitais e está em colapso.

A explosão ocorrida num terminal de armazenamento de quase três mi toneladas de nitrato de amônio, substância química utilizada na fabricação de fertilizantes e de explosivos, chegou a ser ouvida a 300km de distância, na ilha de Chipre.

Parte da população está fugindo de Beirute por causa da nuvem provocada pela explosão, que seria tóxica.

Por enquanto, o governo libanês descartou a hipótese de atentado e criticou a falta de cuidados no armazenamento da substância química. A carga de nitrato de amônio estava guardada há seis anos. Todos os responsáveis pelo porto estão em prisão domiciliar.

Autoridades de todo o mundo se solidarizaram ao povo libanês e já começaram a enviar ajuda ao país. O presidente da França, Emmanuel Macron, chega ao Líbano nesta quinta-feira (6).

O Brasil teve a embaixada danificada e a casa de um diplomata foi destruída. A mulher do adido militar sofreu ferimentos leves e passa bem.

O presidente Jair Bolsonaro publicou nota em uma rede social, na noite de ontem (4): “Profundamente triste com as cenas de explosão em Beirute. O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas fatais e aos feridos”.

Mais de 10 milhões de libaneses e descendentes vivem no Brasil. É mais do que a população do Libano, de 6,8 milhões de habitantes.

Equipe TV Democracia

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