Os inquilinos brasileiros levarão um grande susto quando forem renovar os contratos com os proprietários nos próximos meses. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M),... Índice que corrige aluguéis sobe 4,34% em setembro: IGP-M tem aumentado bem acima da inflação

São Paulo (foto Beno Suckeveris)

Os inquilinos brasileiros levarão um grande susto quando forem renovar os contratos com os proprietários nos próximos meses.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que é utilizado como referência no setor imobiliário, subiu 4,34% em setembro.

Em agosto, o índice tinha sido de 2,74%.

Portanto, o IGP-M teve altas acima da inflação oficial.

Os números foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (29).

No acumulado do ano, o IGP-M aumentou 14,4%, e em 12 meses, 17,94%.

Em setembro do ano passado, ficou praticamente estável (-0,01%) e somou alta de 3,37% em 12 meses.

Segundo a FGV, o índice sofre os impactos do câmbio, das cotações internacionais de produtos primários, como café, soja, algodão, metais e outras comodities.

Ele é composto por três indicadores: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

O IPA, que apura a variação dos preços no atacado, responde por 60% do IGP-M.

Depois de subir 3,74%, teve alta maior ainda em setembro (5,92%), reflexo principalmente dos aumentos dos preços dos alimentos processados (5,99%) e das matérias-primas brutas (10,23%).

O IPC avançou de 0,48% em agosto para 0,64% em setembro.

Já o INCC, que tem impacto na construção civil e nos reajustes de dívidas imobiliárias, que havia sido de 0,82%, foi para 1,15% em setembro.

“Os três índices componentes do IGP-M registraram aceleração. O índice de preços ao produtor segue influenciado pela alta de grandes commodities, como a soja em grão que subiu 14,32% em setembro. No IPC, o destaque coube ao subgrupo recreação, cuja a variação foi de 4,77%, sob influência de passagens aéreas que avançaram 23,74% nesta apuração. Por fim, no INCC destacam-se materiais e equipamentos, cujos os preços avançaram em média 2,97% no mês e 9,67% em 12 meses”, explicou o coordenador da pesquisa da FGV, André Braz.

Equipe TV Democracia

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