Uma nova dor de cabeça para o mundo. O Irã rompeu novamente o acordo nuclear de 2015 e voltou a enriquecer urânio a 20%... Irã retoma programa nuclear e captura petroleiro sul-coreano

Uma nova dor de cabeça para o mundo.

O Irã rompeu novamente o acordo nuclear de 2015 e voltou a enriquecer urânio a 20% em uma instalação subterrânea nesta segunda-feira (4).

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi avisada sobre esta decisão.

Além disso, o país apreendeu um petroleiro sul-coreano no estreito de Ormuz.

O acordo nuclear foi assinado em julho de 2015 após quase três anos de negociações entre Teerã e seis países (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha).

Em troca da desativação do programa nuclear iraniano, as potências internacionais suspenderam as sanções contra o país.

Entretanto, em 2018, o presidente americano Donald Trump rompeu unilateralmente o acordo e voltou a impor punições a Teerã, que respondeu com a retomada da produção nuclear.

Em dezembro, o parlamento iraniano aprovou uma lei para permitir o enriquecimento de urânio a 20%.

Foi uma represália ao atentado que matou o principal cientista nuclear do país.

Teerã acusou Israel pelo ataque.

Na ocasião, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou a participação na ação e hoje (4), ele afirmou que Israel “não permitirá que o Irã produza armas nucleares”.

Para que isto aconteça, o urânio precisa ser enriquecido a 90%.

A retomada do programa nuclear é mais uma forma de pressionar os EUA e os países europeus a aliviar as sanções ao Irã.

Como se não bastasse isso, a Guarda Revolucionária capturou hoje (4) um petroleiro com bandeira sul-coreana no estreito de Ormuz, entre os Golfos Pérsico e Omã, uma das principais rotas petrolíferas do mundo.

O navio foi escoltado até um porto “por contaminação petroleira e riscos para o meio ambiente”, de acordo com a imprensa iraniana.

O Irã tem cerca de US$ 7 bilhões a receber por vendas de petróleo à Coreia do Sul, mas o dinheiro está bloqueado pelo país que aderiu às sanções impostas pelos EUA.

Equipe TV Democracia

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