Ex-mulher de Frederick Wassef, ex-advogado da família do presidente Bolsonaro, é absolvida de acusação de improbidade administrativa pela 2ª Turma Cível do Tribunal de... Justiça do DF inocenta ex-mulher de Wassef

Ex-mulher de Frederick Wassef, ex-advogado da família do presidente Bolsonaro, é absolvida de acusação de improbidade administrativa pela 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A decisão unânime foi publicada nesta quarta-feira (24) e cabe recurso.

Maria Cristina Boner é acusada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), de pagar R$ 200 mil ao então presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Durval Barbosa, na negociação de contrato de prestação de serviços de informática da empresa dela, a BSBR, em 2010.

As investigações apontaram que o contrato não chegou a ser assinado. Mais tarde, o documento foi anulado pelo Tribunal de Contas do DF.

Durval confirmou o recebimento de propina em depoimento no processo chamado de Caixa de Pandora. No julgamento de ontem, a Turma manteve a condenação por improbidade do ex-presidente da Codeplan e do sucessor dele, Vagner Gonçalves Benck de Jesus.

A tese de defesa da empresária foi aceita. Ela alegou que não firmou contrato com a estatal e negou ter recebido recursos públicos. Na primeira instância, há um ano, Maria Cristina e a BSBR foram condenadas por improbidade, com pagamento de multa correspondente a nove vezes o salário de Durval na época corrigido pela inflação. Se no julgamento de ontem, a sentença fosse mantida, além da multa, não poderiam assinar contratos com o Poder Público por três anos.

Enquanto isso, o advogado Frederick Wassef, que até a semana passada defendia o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), começa a mudar a narrativa sobre as circunstâncias que levaram à prisão do ex-assessor do parlamentar, Fabrício Queiroz.

Agora, ele diz que “emprestou” a casa de Atibaia (SP) para Queiroz por “questões humanitárias, porque é uma pessoa abandonada, sem recursos financeiros e com problemas de saúde.”

A ex-funcionária do escritório de advocacia de Wassef, em Atibaia, Ana Flávia Rigamonti, revelou que conviveu com o casal Fabrício Queiroz e Márcia de Oliveira Aguiar. Em entrevista concedida ontem ao Jornal Nacional, ela chegou a emprestar o carro para Fabrício circular na cidade.

Ana Flávia revelou que Márcia passava temporadas em Atibaia. Ela trabalhou no escritório entre maio e dezembro do ano passado, quando deixou o trabalho alegando questões pessoais. A advogada afirmou que Queiroz começou a usar a casa depois que ela começou a colaborar com Wassef. Ela não desmentiu que o apelido do advogado era “Anjo”, nome usado na Operação do Ministério Público do Rio de Janeiro que chegou à prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. A mulher de Queiroz, Márcia de Oliveira Aguiar, que também teve a prisão decretada, continua foragida.

Equipe TV Democracia

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