O juiz Alexandre Libonati, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, a 13 anos e... Justiça do Rio condena “doleiro dos doleiros” a 13 anos e 4 meses de prisão por lavagem de dinheiro

O juiz Alexandre Libonati, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.

A sentença foi publicada nesta segunda-feira (17).

Messer foi absolvido da acusação de evasão de divisas, mas foi condenado pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele não vai poder recorrer da sentença em liberdade.

O juiz justificou a decisão: “Nego ao réu o direito de apelar em liberdade na medida em que respondeu preso ao presente processo, inexistindo circunstâncias modificadoras do quadro fático que ensejou a prisão preventiva. Conforme já exaustivamente apreciado ao longo da tramitação, o réu dispõe de condições financeiras, possui cidadania paraguaia, esteve foragido por meses e, quando preso, portava documento falso”.

Ele foi preso em julho de 2019, no bairro dos Jardins, em São Paulo.

A condenação de hoje (17) é referente à Operação Marakata, desdobramento da Lava Jato, no Rio, que foi deflagrada há dois anos e prendeu preventivamente cinco pessoas.

O doleiro é réu em outras duas ações penais, decorrentes das Operações Câmbio, Desligo e Patrón, em andamento na 7ª Vara Federal da capital fluminense.

Messer já teve a delação validada pela Justiça e se comprometeu a devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos depois de confessar a autoria de crimes em depoimento dado na quarta-feira passada (12).

Ele assumiu que era o dono oculto da mesa de câmbio operada no Uruguai pelos doleiros Cláudio Barboza, o Tony, e Vinicius Claret, o Juca Bala.

Uma empresa de Campo Formoso (BA), vendia esmeraldas e pedras preciosas para empresários indianos. Com a ajuda dos doleiros, a Comércio de Pedras O. S. Ledo remeteu ilegalmente US$ 44 milhões ao exterior, entre 2011 e 2017.

Os operadores ligados a Messer no Uruguai abriram contas no Panamá. Segundo os investigadores da Lava Jato, os recursos entravam no Brasil sem serem declarados e eram utilizados no pagamento de garimpeiros e intermediários com os quais a empresa negociava as pedras.

O esquema movimentou US$ 1,6 bilhão em operações ilícitas de câmbio em 52 países.

Nas outras duas ações penais, na Patrón, Messer é investigado por lavagem internacional de dinheiro através do Paraguai, onde foi dono de propriedades e amigo do ex-presidente Horácio Cartes; e na Câmbio, Desligo, sobre o esquema de lavagem de dinheiro a partir do Uruguai. Lá teria movimentado mais de US$ 1,6 bilhão.

Equipe TV Democracia

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