º0 O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) vai investigar os “guardiões do Crivella”, funcionários públicos da prefeitura da capital carioca que têm... Justiça do Rio vai investigar os “guardiões de Crivella” que atrapalham o trabalho da imprensa nas unidades de saúde

MARCELO CRIVELLA
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) vai investigar os “guardiões do Crivella”, funcionários públicos da prefeitura da capital carioca que têm como principal função, cercear o trabalho da imprensa nas unidades municipais de saúde.

O inquérito deve ser aberto nesta terça-feira (1º).

Os servidores, que chegam a receber mais de R$ 10 mil por mês, não apareceram hoje (1º) para o “trabalho” de vigiar a porta de hospitais e clínicas para constranger e ameaçar jornalistas e cidadãos que denunciam os problemas na saúde da capital fluminense.

Segundo um funcionário que fazia este serviço e não quis se identificar, havia ameaças das chefias e a maioria das reuniões era feita na prefeitura.

“Nós temos essa missão lá já há mais de 8 meses. Antes, já estava funcionando, mas quando entrou a Covid em março, ficou todos os dias. Existe plantão nas unidades para poder cercear a imprensa”, conta.

Em nota, a prefeitura não negou a existência dos “guardiões”, mas disse que “reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais no sentido de melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública, como, por exemplo, quando uma parte da imprensa veiculou que um hospital (no caso, o Albert Schweitzer) estava fechado, mas a unidade estava aberta para atendimento a quem precisava. A prefeitura destaca que uma falsa informação pode levar pessoas necessitadas a não buscarem o tratamento onde ele é oferecido, causando riscos à saúde”.

A prática gerou protestos de entidades de defesa dos direitos humanos e da imprensa.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foi uma delas:

“A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) denuncia mais um atentado contra a democracia por parte do prefeito Marcelo Crivella. Em ações orquestradas, funcionários da prefeitura tentam intimidar, com agressões verbais e ameaças de agressões físicas, jornalistas que trabalham em reportagens sobre a situação de calamidade dos hospitais públicos no Rio. As ameaças se estendem aos usuários que prestam depoimentos sobre o mau atendimento. Episódios ocorridos nas portas de vários hospitais municipais nos últimos dias mostram que não estamos diante de fatos isolados, mas de uma política do prefeito para constranger repórteres e cidadãos. A ABI reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão e deixa claro que irá às últimas consequências para defender esses princípios. Não aceitaremos que o prefeito Crivella (Republicanos-RJ) tente violentar a democracia e impeça o trabalho da imprensa”, diz a nota assinada pelo presidente Paulo Jeronimo.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) lamentou que funcionários da prefeitura estejam impedindo a atividade jornalística e afirmou que os maiores prejudicados são os cidadãos do Rio, a quem esses funcionários deveriam prestar seus serviços e de quem recebem seus salários.

A diretora da Human Rights Watch no Brasil, Maria Laura Canineu, também se indignou com a atitude da prefeitura carioca: “Em uma democracia, as autoridades em todos os níveis devem respeitar o direito da população de acessar informações de interesse público, especialmente na área da saúde durante uma pandemia que matou já mais de 120.000 brasileiros . O alegado envolvimento do prefeito Crivella em um esquema para restrição do trabalho da imprensa não é só um absurdo, mas um atentado a direitos fundamentais”.

Equipe TV Democracia

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