A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve Sérgio Camargo na presidência da Fundação Cultural Palmares. O recurso da Defensoria Pública da... Justiça mantém o polêmico Sérgio Camargo na presidência da Fundação Palmares

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve Sérgio Camargo na presidência da Fundação Cultural Palmares.

O recurso da Defensoria Pública da União (DPU) foi rejeitado pelos ministros, que não julgaram o mérito da ação.

No recurso, a DPU alega que a gestão de Camargo “desviou a Fundação Cultural Palmares de suas finalidades legais e dos imperativos que devem reger a administração pública”.

A Fundação foi criada em 1988 para promover e preservar valores decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira. Entre outras atribuições, ela deve emitir certidão às comunidades quilombolas.

A entidade é vinculada à Secretaria Especial da Cultura que, por sua vez, é ligada ao ministério do Turismo.

Antes de ser nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2019, o jornalista Sérgio Camargo já colecionava polêmicas. Ele classificou o racismo no Brasil como “nutella”, que “racismo real existe nos Estados Unidos. A negrada daqui reclama porque é imbecil e desinformada pela esquerda”.

A comunidade negra certamente não gostou de outras declarações do presidente da Fundação Palmares: “A escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes. Negros do Brasil vivem melhor que os negros da África”.

Sobre o Dia da Consciência Negra: “O feriado precisa ser abolido nacionalmente por decreto presidencial. A data causa incalculáveis perdas À economia do país, em nome de um falso herói dos negros (Zumbi dos Palmares, que escravizava negros) e de uma agenda política que alimenta o revanchismo histórico e doutrina o negro no vitimismo”.

Tem mais. Em uma rede social, ele disse que “sente vergonha e asco da negrada militante. ÀS vezes, (sinto) pena. Se acham revolucionários, mas não passam de escravos da esquerda”.

Camargo já criticou o sistema de cotas raciais e símbolos da luta negra. Vale lembrar que, ele não se manifestou sobre os protestos mundiais contra o racismo deflagrados após o assassinato do americano George Floyd por um policial.

Numa reunião no dia 30 de abril, cujo conteúdo o jornal O Estado de São Paulo teve acesso, Camargo chamou Zumbi de Palmares, que dá nome à Fundação, de “filho da puta que escravizava escravos”, criticou o Dia da Consciência Negra, falou em demitir “esquerdista” e destratou uma mãe de santo, Baiana de Oyá, xingando-a de “filha da puta, macumbeira e miserável”.

Ela é coordenadora de Politicas de Promoção e Proteção da Diversidade Religiosa da Secretária de Justiça do Distrito Federal. Baiana de Oyá está processando Camargo por injúria racial, discriminação racial e discriminação religiosa.

Equipe TV Democracia

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