O Brasil caminha para 98 mil mortes causadas por Covid-19. De acordo com os números divulgados pelo consórcio de veículos de mídia às 13h... Justiça proíbe reabertura das escolas particulares da cidade do Rio de Janeiro

O Brasil caminha para 98 mil mortes causadas por Covid-19. De acordo com os números divulgados pelo consórcio de veículos de mídia às 13h desta quinta-feira (6), são 97.692 óbitos e 2.873.304 casos.

A Justiça do Rio proibiu a reaberturas das escolas particulares na capital fluminense e, caso a ordem for descumprida, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) poderá receber uma multa diária de R$ 10 mil.

Os alunos das escolas particulares de Manaus (na foto) voltaram às aulas presenciais há exato um mês. Esta semana, houve retomada nas escolas particulares do Maranhão.

Nos três casos, a volta precisou seguir rígidos protocolos de saúde por causa da pandemia.

Nesta quinta-feira (6), a Policia Federal (PF) cumpriu seis mandados de busca e apreensão na capital paulista. A operação Nudus apura fraudes na compra de aventais descartáveis em dois contratos emergenciais realizados pela Autarquia Hospital Municipal, ligada à secretaria municipal da Saúde.

Os prejuízos são estimados em R$ 11 milhões, recursos que vieram do governo federal, e há suspeita de participação de funcionários públicos nas irregularidades. Quatro empresas também são investigadas.

As fraudes foram identificadas com o apoio de técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a PF, o esquema funcionava da seguinte maneira. As compras de 600 mil aventais descartáveis para profissionais que trabalham no combate ao coronavírus foram feitas sem licitação.

Mesmo sem nenhuma experiência ou capacidade técnica e operacional para a confecção das roupas, empresas ganharam a concorrência com valores superfaturados. O preço era 10 vezes maior do que o praticado pelo mercado.

Das quatro empresas vencedoras, apenas uma é da área da Saúde. Uma delas produz acrílico e isto chamou a atenção dos auditores.

Na operação desta manhã, foram apreendidos computadores, documentos e eventuais fornecidos aos hospitais municipais. A PF quer saber se as roupas têm realmente a qualidade exigida para justificar o valor mais alto. As empresas alegam que elas seriam mais caras por possuir uma camada antibactericida.

“A gente também está procurando identificar os produtos. Se atendiam especificações do chamamento. A lei da Covid facilitou a contratação pelo poder público para dar agilidade de atender esse período de pandemia. Entretanto, a gente percebeu que algumas contratações têm se valido disso para facilitar algumas fraudes”, explicou o delegado da PF, Adalto Machado.

Os suspeitos são acusados dos crimes de fraude à licitação, associação criminosa, corrupção e peculato (crime praticado por funcionário público).

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que está à disposição da Polícia Federal e do Poder Judiciário para colaborar nas investigações.

A Autarquia Hospital foi extinta pelo prefeito Bruno Covas (PSDB-SP) no dia 30 de julho. Para o sindicato dos servidores públicos, o objetivo é ampliar privatizações no setor de saúde.

Equipe TV Democracia

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