O escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o desembargador Kassio Nunes Marques culpou um erro de... Kassio Marques culpa erro de tradução no currículo: universidade espanhola negou que ele tenha feito pós-graduação por lá

O escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o desembargador Kassio Nunes Marques culpou um erro de tradução pela divulgação de um suposto curso de pós-graduação na Espanha.

No currículo que consta no Tribunal Federal Regional (TRF) da 1ª Região (TRF-1), apareceu um curso de pós-graduação na Universidade espanhola de La Coruña.

Nesta terça-feira (6), a instituição afirmou que não oferece este curso e que Kassio foi aluno apenas de um curso de cinco dias, em 2014.

Em encontro com o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o desembargador explicou que se trata de um “postgrado”, um tipo de especialização sem relação com a pós-graduação nos moldes brasileiros.

Mas, segundo o dicionário de Cambridge, é sim uma pós-graduação seja no Brasil como no exterior: “Se trata de um grau ‘mestre’ de formação universitária, em que estudantes podem levar mais de um ou dois anos para a conclusão, após terem feito a graduação”.

Os dois se encontraram ontem à noite, na residência do senador.

Kássio será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no próximo dia 21.

Se passar pela CCJ, vai precisar dos votos da maioria dos senadores para assumir a vaga de ministro do STF.

Ele não é a primeira autoridade com problemas no currículo.

Em junho, o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva teve a nomeação para o ministério da Educação cancelada após apresentar várias qualificações acadêmicas que, na verdade, eram falsas.

Equipe TV Democracia

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