A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo quer retomar as investigações sobre o senador José Serra (PSDB-SP). Para isso, ela pediu apoio... Lava Jato pede apoio da PGR para retomar processos contra Serra e a filha dele

A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo quer retomar as investigações sobre o senador José Serra (PSDB-SP).

Para isso, ela pediu apoio à Procuradoria-Geral da República (PGR) em ofício enviado nesta sexta-feira (31).

“Solicitamos que sejam adotadas todas as providências cabíveis a fim de que a reclamação em questão seja pautada com urgência, vez que, na presente data, por cautela, o juízo da 6ª Vara Federal Criminal suspendeu a ação penal em face de José Serra e de Verônica Serra (filha do senador), mesmo reconhecendo não ter ela sido afetada pela liminar concedida. Desse modo, o desfecho da reclamação mostra-se essencial não apenas para que as investigações do citado esquema de lavagem de Capitais sejam retomadas, mas também para que seja retomada a própria ação penal que, em relação a uma parte dele, já havia sido instaurada”, diz o documento.

Ontem (30), o juiz federal Diego Paes Moreira suspendeu a ação penal contra o senador e a filha, por lavagem de dinheiro. Na véspera, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, havia paralisado as investigação da Lava Jato.

No ofício de hoje (31), o Ministério Público Federal (MPF) entendeu como “indevida” a suspensão do processo, já que as irregularidades apontadas foram praticadas no período em que Serra era governador de São Paulo e não tinha direito a foro privilegiado.

O senador e Verônica foram denunciados por terem recebido doações ilegais da Construtora Odebrecht: cerca de R$ 4,5 milhões, entre 2006 e 2007, para a campanha ao governo do estado; e mais R$ 23 milhões, entre 2009 e 2010, para liberação de créditos com a Dersa, estatal responsável por obras em São Paulo, que foi extinta pelo governo no ano passado.

De acordo com o MPF, os valores foram remetidos para paraísos fiscais no exterior, com intermediação do amigo de Serra, José Amaro Ramos, e mantidos em contas secretas até 2014. Uma delas foi descoberta na Suíça e foi bloqueada pela justiça local à pedido da Lava Jato.

A defesa do senador tucano considerou a suspensão “prudente”, disse que a denúncia é “absurda” e o juízo federal paulista é “incompetente” para o caso.

A defesa de Verônica Serra afirmou “surpresa com o recebimento da acusação numa sequência de eventos espetaculosa e de motivação política e que aguardará com serenidade a oportunidade de mostrar o absurdo de vinculá-la a estes fatos”.

Equipe TV Democracia

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