A força-tarefa da Lava Jato deflagrou a Operação Navegar é Preciso nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas na manhã desta... Lava Jato prende irmãos Efromovich, da Avianca, por esquema de corrupção na Transpetro

Ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado


A força-tarefa da Lava Jato deflagrou a Operação Navegar é Preciso nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas na manhã desta quarta-feira (19).

A Operação apurou irregularidades em contratos de construção de navios para a Transpetro.

Os irmãos German e José Efromovich, donos da Avianca e do Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), foram presos preventivamente, em São Paulo. Por causa da pandemia, eles ficarão em prisão domiciliar e terão que usar tornozeleiras eletrônicas.

A Avianca Holdings, segunda maior companhia aérea da América Latina, está em recuperação judicial. Uma das empresas, A Avianca Brasil, teve a falência decretada no final de julho.

German Efromovich é dono de múltiplas nacionalidades: brasileira, polonesa, colombiana e boliviana.

A 72ª etapa da Lava Jato cumpre seis mandados de busca e apreensão, além das duas prisões.

Elas foram expedidas pela 12ª Vara Federal, em Curitiba, que também determinou o bloqueio de R$ 651.396,996,97 das pessoas e das empresas envolvidas no caso.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), com base na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, os irmãos pagaram propina de R$ 40 milhões a altos executivos da estatal e da Petrobras, que é controladora da empresa.

Ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado

Sem as condições técnicas e financeiras exigidas, a Eisa teria sido contratada por R$ 857 milhões para fornecer quatro navios. Apenas um foi entregue e ainda assim irregularmente.

Os prejuízos causados à Transpetro ultrapassam R$ 611 milhões, que incluem a não entrega de três navios, uma dívida trabalhista e o adiantamento da estatal à Eisa.

Através de um contrato fictício de investimento em uma empresa estrangeira, que previa uma multa de R$ 28 milhões em caso de cancelamento do aporte, a propina eram remetidas para contas bancárias no exterior e repatriadas para Sérgio Machado e outros diretores envolvidos no esquema criminoso.

Equipe TV Democracia

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